terça-feira, 17 de novembro de 2009

MITOS E VERDADES DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

A última revista Nova Escola traz uma reportagem sobre a educação a distância, que cresceu espantosos 45.000% em número de alunos no país, a partir do ano 2000.
VERDADES:
- O curso não é adequado para os mais jovens. (Concordo com a justificativa: o estudo exige mais disciplina e "a formação dos 17 aos 24 anos não está vinculada só ao aprendizado de conteúdo, mas a uma fase de maturação e socialização favorecida pelo contato direto com o outro".)
- É preciso ter um bom computador e uma boa conexão de Internet. (A maioria ainda não dispõe de um computador com Internet.)
- Quem é disperso não se dá bem. (Isso é óbvio.)
- As instituições investem mais em tecnologia do que em conteúdo. (Tenho minhas dúvidas quanto a isso.)
- Os professores são menos qualificados. (Plenamente de acordo.)
- A turma de um curso a distância é maior do que a de um presencial. (Isso é irrelevante.)
- É mais difícil conseguir emprego. (Não obstante a lei garantir que nos certificados do Ensino Superior não venha especificado que a formação foi feita a distância, o entrevistador poderá perguntar a instituição de ensino em que o pretendente se formou e...)
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MITOS:
- É ideal para quem tem pouco dinheiro. (A justificativa da revista não me convenceu.)
- O diploma é fácil. (Nada é fácil.)
- As avaliações não são difíceis. (Em menor número, sim.)
- A evasão é maior. (Ao contrário, concordo com a reportagem.)
- É possível estudar quando quiser. (Esse mito ganhou em bobagem.)
- O aluno fica isolado e não interage com os colegas. (Uns e outros interagem além da conta.)
- A dedicação exigida é menor. (Mera tautologia, repetição de alguns mitos já declinados acima.)
- Não é preciso sair de casa. (Chove no molhado.)
- Os alunos aprendem menos do que no curso presencial. (Esse mito é discutível. Se o aluno gostar, for esforçado e autodidata, o mito é verdadeiro, isto é, uma mentira. Caso contrário, o aluno aprenderá menos. Isso também acontece nos cursos presenciais.)
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Com relação aos estágios, principalmente os que completam a carga horária dos cursos de licenciatura, como Pedagogia e Letras, a revista reserva apenas três linhas:
"Eles [os alunos] precisam ir a uma escola da rede pública ou privada e desenvolver com a garotada da Educação Básica as atividades propostas pelo tutor".
Para me formar no curso de Letras, na URI, dei muitas aulas de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Espanhol. As quatro colegas, que se formaram no mesmo ano (2003), deram o mesmo número de aulas, sob a orientação e supervisão da professora Gládis Almeida. O estágio supervisionado é o grande formador de professores nas licenciaturas.
Não quero dizer com isso (e já dizendo) que os estágios sejam o ponto fraco das universidades a distância.
Mito ou verdade?

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