segunda-feira, 11 de abril de 2011

ESTOU LIGADO

Por duas ocasiões, falando com meus colegas da Comunicação Social do QG, toquei no mesmo assunto, qual seja, da influência que Wellington poderá ter sobre outros psicopatas brasileiros. 
Na última hora do expediente, recebo a revista Veja, que traz como uma das matérias O efeito viral das matanças. 
Estima-se que mais de cinquenta massacres em escolas - a maioria deles fracassados - tenham sido inspirados em Columbine. 
"Tiroteios em escolas em geral ocorrem em sequência, com pequeno intervalo entre eles, influenciados por eventos anteriores", diz o sociólogo americano Eric Madfis, especialista em violência juvenil.
No dia seguinte ao massacre em Realengo, as redes sociais brasileiras estavam cheias de comentários assustadores e enaltecimentos a Wellington. "Se Deus existe, ele estará do seu lado, irmão, viva a minoria", dizia um comentário no Orkut. "Olhem pelo lado dele, ele tinha problemas pessoais e sociais, era uma pessoa fraca que se deixou abater pelo prazer da vingança", lia-se no YouTube. "Pior é que eu sei o que se passava na cabeça dele", escreveu um integrante do Twitter.
A Internet, além de fonte de inspiração, é utilizada pelos potenciais matadores para aprender a usar as armas e treinar para os ataques.
Considerando os elementos em comum com chacinas ocorridas em outros países, é de temer que Realengo tenha posto o Brasil no circuito do terror escolar.
Esses são excertos da reportagem.

ESCLARECIMENTO

Certas postagens que faço (como a anterior), reconheço, versam sobre assuntos impopulares, que não merecem aplauso. Uma estratégia para diminuir o efeito negativo que elas acabam gerando na pequena plateia, algumas vezes já utilizada neste blog, consiste em diminuir o peso das minha ideias com uma outra postagem mais leve (poema, crônica, anedota...). Algumas vezes. Não ando à  procura de aplauso (como pensam comentaristas indiretos do que escrevo), tampouco cultivo "abobrinhas".

domingo, 10 de abril de 2011

IMAGEM E SEMELHANÇA DO HOMEM

Com o retorno da energia elétrica, venho ao computador para a navegação (que é mais necessária que precisa). De tudo que visitei e li, destaco o seguinte excerto da postagem do Júlio Prates: "[as religiões] assentam-se em bases fantasiosas, são construções abstratas, mas operam num sistema neurolinguístico eficaz. As pessoas são chamadas ao arrependimento, à sujeição a Deus e a aceitação de um conjunto de dogmas, entre os quais o não duvidar, posto que a dúvida não provém de Deus".
Em poucas palavras, característica de quem possui um poder de síntese muito grande, o Prates expressa uma verdade que detonaria o objeto de sua crítica, mas isso não acontece, em razão dessa mesma verdade ser desconsiderada a priori. 
O atento fundador do cristianismo, pregando aos coríntios (numa Grécia em colapso religioso e filosófico), exclui toda a sabedoria deste mundo. Paulo de Tarso dogmatiza, rebaixando o sábio ao nível do astuto. Como se fosse possível sua peregrinação evangélica em território helênico se não o precedessem alguns sábios, como Sócrates, que acabaram com o que havia da antiga religião grega, tornando favorável o advento de um deus estrangeiro.
A dúvida é um princípio do saber que provoca a quebra de velhos paradigmas, entre os quais o judaico-cristão. Por isso, os hereges eram queimados na fase de maior poder terreno do cristianismo, condenação que não acontecia para os piores assassinos. 
Um deus que não se importa com o sangue derramado em seu nome, mas que persegue aqueles que duvidam dele, não passa de uma "construção abstrata", antropomórfica. Não pode estar morto, como sentenciou Nietzsche, uma vez que nunca existiu a não ser na cabeça doentia de homens que o criaram a sua imagem e semelhança.   

ESTRANHO SILÊNCIO

A cidade amanheceu mais silenciosa neste domingo. Mais silenciosa e inerte. De quando em vez, ouve-se o ruído de um automóvel, descendo a Pinheiro Machado. Com uma frequência também irregular, o canto de um bem-te-vi se destaca na manhã inteiramente azul. O leve movimento das árvores (que emergem do cimento) é bastante suave, provocado pela brisa fresca, anunciadora de uma nova estação. O sino da Matriz já tocou duas vezes, com o objetivo de acordar estes edifícios para a vigília do dia. Dentro de um apartamento qualquer, ouvindo o tique-taque dos relógios que se espalham pelas paredes e armários, leio filosofia na área de serviço. De repente, sou instigado pela vontade de registrar o sossego da cidade (às nove horas), como se algo estranho estivesse a ocorrer exceto uma simples falta de energia. 

sábado, 9 de abril de 2011

UMA REFLEXÃO APENAS

A morte não é a única certeza, pois uma outra também requer o status de verdade: a vida. Pelo menos para o sujeito que tem consciência de uma e de outra. Uma certeza que aumenta em relação à própria morte, à medida que o tempo passa (ou que passa o sujeito), e que diminui em relação à própria vida. Não obstante toda a angústia que a certeza do fim causa ao vivente (atenção para o real significado dessa palavra!), a vida continua sendo o que há de mais valioso para ele. Um bem tão extraordinário que chega a extrapolar a capacidade de avaliação, principalmente se quem deve assim avaliar ainda é jovem. Toda depreciação desse bem encontra-se na origem de sua perda (quase uma tautologia), quando a morte pode advir de uma forma abrupta.

TRISTE EQUÍVOCO

Infelizmente, eu não estava certo. 

sexta-feira, 8 de abril de 2011

CLÉO BONOTTO

O Cléo é primo-irmão das minha primas Luvânia, Ludânia e Fernanda Fiorenza. Não somos parentes, mas temos parentes em comum. Em relação ao seu "desaparecimento", ainda tenho uma opinião menos alarmista. Nessa tarde, cheguei a ouvir que ele pode ter sofrido uma forma de violência (assalto seguido de sequestro). O blog Nova Pauta informa que a polícia realiza buscas em Santiago, Ernesto Alves e São Borja. Caso ainda estivesse num desses três lugares (ou passado para a Argentina, via ponte de São Borja), seu automóvel seria facilmente encontrado. Por que apenas nesses três lugares? Por que não nas outras cidades mais próximas? Por que não Livramento/ Rivera? Santa Maria? Numa hipótese bastante otimista, arrisco-me a dizer que ele se encontra muito bem. Mais: seremos surpreendidos pela história de seu "desaparecimento". 

PREVISÍVEL

Por volta das 15 horas, editei a postagem abaixo, quando/ onde escrevi: "Não demora, vão descobrir um bullying sofrido por Wellington em seu tempo de estudante".
Saí depois. Nas sextas-feiras, sempre vou à feira do produtor.
Volto a navegar às 18 horas. 
Leio a seguinte manchete no Bol Notícias (publicada às 17:34 h): 
"Autor do massacre em Realengo sofreu bullying, dizem ex-colegas de escola".
Para ler, clicar aqui.

REALENGO - COLUMBINE

O massacre que ocorreu numa escola municipal do Rio de Janeiro assemelha-se ao de Columbine, Colorado, Estados Unidos, em 1999, e que motivou a produção do documentário Tiros em Columbine, de Michael Moore.
Na pequena cidade norte-americana, 13 estudantes foram executados a tiro por dois de seus colegas, que, à maneira de Wellington Menezes de Oliveira, premeditaram a matança.
A primeira reação ao fato é de comoção, seguida da avaliação generalizada, primeiramente expressa pela mídia: uma tragédia. A essa valoração negativa, seguem-se as explicações. A carta deixada pelo assassino não basta para os psicólogos de plantão (em que todos se tornam numa hora dessas). Não demora, vão descobrir um bullying sofrido por Wellington em seu tempo de estudante. 
Qualquer explicação para o fato, baseada em depoimento de parentes e conhecidos do rapaz, não servirá para diminuir a tristeza que sentem mais intensamente os pais dos adolescentes mortos, tampouco para evitar que algo parecido venha a se repetir no futuro.
Wellington planejou e executou um cenário para o seu suicídio, ato principal (e derradeiro) de sua tragédia pessoal.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

NÃO ENTENDO

Não entendo a Economia, em razão do pouco interesse que ela me desperta. Às vezes, pelo que ouço e vejo, tampouco os economistas conseguem dominar essa preterciência.
O ministro Mantega, hoje de manhã, falou que precisa reduzir o consumo, sem intervir nos investimentos (na medida do possível, incentivando-o). Estou enganado, ou seu discurso constitui uma contradição?

quarta-feira, 6 de abril de 2011

ATLAS DO CÉU

Nas bancas, o primeiro número Especial Temática (conforme imagem acima), acompanhado de um Planisfério. Sou ligado a tudo que se refere às estrelas, às galáxias, aos céus... A Astronomia é a segunda área do conhecimento científico que mais me chama a atenção, atrás apenas da História Natural, à frente da Psicanálise. Nos últimos anos, tenho lido muitas publicações a partir dos livros de Carl Sagan e Marcelo Gleiser. Toda revista, específica ou que traga uma matéria sobre o assunto, não passa despercebida nos pontos de venda da nossa cidade. Na internet, há infinidade de artigos e imagens que contribuem para elucidar uma ciência de raras cabeças. Logo comprarei um telescópio (de amador mesmo). Já disponho de um ponto favorável para instalar meu observatório particular:  Rincão dos Machado. 
(Há instantes, faltou luz em Santiago. Fiquei à janela, esperando pelo retorno da eletricidade. As estrelas se avivaram além das silhuetas escuras dos edifícios. Ainda bem que a ferramenta salva de forma automática.)
A pouca compreensão que tenho de como é o mundo das distâncias astronômicas já é suficiente para me deixar maravilhado. Tal conhecimento me leva a compreender outras coisas, algumas delas do âmbito da Filosofia. Isso fecha com o paradigma da complexidade expresso por Edgar Morin.

TOSA DE PORCO

Alguns blogs, não me refiro à blogosfera santiaguense, assemelham-se à tosa de porco: muito grito e pouco lã. As imagens editadas são de uma espetaculosidade inimaginável, copiadas com uma rara percepção do pool disponível nos sistemas de busca. No entanto, ao deslizar a barra de rolagem para baixo, percebe-se uma discrepância qualitativa no texto que se segue, geralmente de autoria do blogueiro. Os poemas, principalmente, são de uma pobreza, de uma falta de originalidade extrema.

GÊNERO OU SUPORTE?

Sou um estudioso dos denominados gêneros digitais. A princípio, o blog foi classificado como um gênero por L. C. Marcuschi, à semelhança de um diário íntimo. Da noite para o dia, todavia, evoluiu muito, hiperonimamente. Penso que desde o início nunca foi gênero, mas um suporte eletrônico para gêneros textuais já consagrados (diário, poema, crônica, notícia, artigo de opinião, charge, anedota, entre outros). Claro, com as novas características do hipertexto que lhes são anexadas. Antes de publicar meu último livro, editei seus textos neste espaço. Na tela do computador ou na folha de papel, a forma de cada poema continuou a mesma, com um pequeno acréscimo no conteúdo de alguns deles pela sobreposição de uma imagem.

terça-feira, 5 de abril de 2011

ACERCA DA CONTRADIÇÃO

A contradição é um dos grandes defeitos de que poucas pessoas conseguem transcender (a partir do autoconhecimento). Sob o viés cristão, ainda muito influente no mundo ocidental, ela é um pecado. "Ninguém pode servir a dois senhores", preceitua o primeiro evangelho. A propósito, essa lei moral não é evidenciada pelos pregadores bíblicos, uma vez que eles mesmos não a vivenciam efetivamente. Os fiéis, então, independentemente da seita católica ou evangélica a que se relacionam, são vivas incoerências entre seus discursos e suas ações. Antes disso, contradizem-se nos próprios discursos. Num momento, defendem suas rezas (orações), suas igrejas (templos), sua fé, seu Deus; em seguida, falam em suas casas, em seus automóveis, em seus negócios, sempre exaltando suas conquistas materiais. A espiritualidade é afrontada pela sensualização, pelo hedonismo. A alma, afrontada pelo culto ao corpo. A moda é um monumento à aparência, denegação da já esquecida "beleza interior" (uma criação dos poetas idealizadores). Homens e mulheres se contradizem no que falam e no que vivem. Discursos versus ações. Por mais avançados em idade, eles não passam de crianças ingênuas, amplamente dominadas pelos instintos, com escasso desenvolvimento da (auto)consciência. Nessas condições, tais pessoas se tornam políticos, médicos, juízes, advogados, militares, padres, pastores, empresários, jornalistas, professores, enfim, alguém com destaque social, ou continuam, via de regra, formando a multidão anônima, terra a terra, que se move feito placa tectônica do senso comum. Diante de um observador inteligente, o ser contraditório é plenamente compreensível, justificável, uma vez que caracteriza como um todo nossa civilização.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

REI PESCADOR

- Sabe a história do rei pescador?
- Não!
- Começa com ele menino. Deve passar a noite na floresta para provar sua coragem e ser rei. Enquanto está só ele tem uma visão sagrada. Do fogo, surge o Santo Graal. Símbolo da graça divina. Uma voz lhe diz para guardar o Graal, a fim de curar o coração dos homens. Mas o menino só pensava numa vida de poder, glória e beleza. E em estado de surpresa total sentiu-se, não como menino, mas invencível, como Deus. Aproximou-se do fogo para pegar o Graal e o Graal sumiu. Ele ficou com as mãos no fogo, queimando-se gravemente. E enquanto ia crescendo a ferida se aprofundava. Até que um dia, a vida perdeu sentido para ele. Não tinha fé em ninguém, nem em si mesmo. Não podia amar ou sentir-se amado. Ficou transtornado com a experiência. Começou a morrer. Certo dia, um tolo entrou no castelo e viu o rei sozinho. Sendo tolo, era ingênuo e não viu um rei. Viu apenas um homem só. E sofrendo. Perguntou-lhe por que sofria. O rei respondeu: Tenho sede, preciso de água para molhar minha garganta. Então o tolo pegou um copo ao lado da cama, encheu de água e deu ao rei. Ao beber, o rei percebeu que sua ferida havia sarado. Olhou para as mãos e viu o Graal que tanto buscara. Virou-se para o tolo e perguntou: Como achou algo que meus homens não conseguiram? O tolo respondeu: Não sei, só sabia que você tinha sede.
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Nos anos noventa, vi o filme O pescador de ilusões, com Robin Williams e Jeff Bridges. Anotei a passagem acima, que achei muito interessante. 

PARTIDA DIVINA

O xadrez é tão interessante que Deus e o Diabo jogaram uma vez. Em certo momento da partida, Deus, com as brancas, anunciou xeque-mate em 7 lances. A posição do jogo era esta:

O Diabo não acreditou (como sempre). Deus fez seu lance: 1. TxC+. (Essa notação significa que Deus tomou o Cavalo preto com a Torre, dando xeque ao Rei.) O Diabo joga forçado: R3B (Rei na terceira casa do Bispo). 2. DxT+, TxD; 3. TxT+, D3D; 4. TxD+, PxT; 5. C7B, P4D; 6. CxP+, P3R; T7R mate. O sinal de + representa o xeque ao Rei. D = Dama; P = Peão. 
Relata-nos Idel Becker, em seu Manual de Xadrez, que "no sétimo lance de Deus, o Diabo soltou um grito desesperado - e sumiu!". 
A posição final (o Rei sem saída) era a seguinte:

As peças brancas e pretas formavam uma cruz no centro do tabuleiro.

TOCAIA (MICROCONTO)

MEA CULPA

Para esta retratação, primeiro expresso um aspecto do meu caráter: a seriedade. Desde menino, vejo-me como um indivíduo muito sério, quase incapaz de me envolver numa pândega qualquer. Não escondo a influência da minha mãe, que era austera e intolerante com os deslizes e licenciosidades. Algumas vezes, diante de uma brincadeira do grupo, acabo provocando mais riso ao não me comportar de acordo com o socializado.
No dia 1º de abril, início da noite, via-me um tanto macambúzio, com pensamentos (auto)depreciativos. Ao publicar isso no blog, não me passou pela cabeça o Dia da Mentira". A princípio, queria apenas reverter a introspecção, apostando no poder catártico das palavras. Editada a penúltima postagem abaixo, ainda não me ocorrera brincar com meus visitantes. Todavia, minha serotonina chegara ao mais baixo nível, a ponto de pensar seriamente em anunciar o fim do blog na última postagem. Como o fiz. 
Ato contínuo, decidi transformar o comunicado numa "pegadinha". Na manhã de sábado, postaria que se tratava de uma brincadeira. Nova e imprevisível crise de gota me impediu de vir ao computador. A dor inclemente não me deu tréguas ao longo do dia, diminuindo na madrugada de domingo, sob o efeito dos analgésicos e anti-inflamatórios.
À medida que passavam as horas, mais difíceis se tornavam as explicações para o meu desmentido. Em consideração aos visitantes que se dignificavam a protestar por e-mail, vivi um impasse ao longo do domingo: ou justificar a brincadeira, como o faço agora, ou não justificá-la, transformando-a num fato consumado (o encerramento do blog).
A seriedade das mensagens recebidas me acusavam indiretamente do morcego que fizera ao intentar um beija-flor. Decididamente, não sei brincar. Caráter apolíneo, tenho dificuldade com o oposto dionisíaco, algo de que se ressente até minha poesia.
Peço desculpa aos leitores que consideraram verdadeira minha decisão de excluir este blog e agradeço-lhes pelas palavras elogiosas.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

FIM DO BLOG

Depois da postagem abaixo, desço para a rua. Apenas para dar uma volta na quadra (a mesma da Matriz), na expectativa de ver as estrelas mais luminosas. Antes de quinze minutos, retorno para casa. Ao abrir a geladeira, vejo o vidro com pera em calda. O doce é uma delícia. 
Ainda meio obnubilado por pensamentos depreciativos, venho ao computador outra vez para anunciar uma amarga decisão: o fim deste blog. 

AD MISERICORDIAM

Hoje senti um cansaço das leituras. Meus olhos andam fazendo água. O físico interfere no psicológico: acabo não vendo vantagem em ler, ler e ler. As últimas postagens já demonstram certo enfado, apesar de compensar a pouca extensão com o máximo de profundidade. Estilo poço. Nesta noite, tentei escrever sobre a Guerra Fria, mas não gostei do texto. No editor do meu blog, acumulam-se os rascunhos. Antes de sair para a URI, a Erilaine me mandou escrever um poema, mas nem isso sou capaz nesta hora. A poesia pegou rumo, por minha culpa. 
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