sábado, 21 de novembro de 2009
RAIOS... RAIOS!
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
EVOLUÇÃO HUMANA (UMA PROPOSTA DE LEITURA)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009
VANTAGEM DO HIPERTEXTO
BANDEIRA DO BRASIL

Salve, símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança,
EÓLICO

deus bafejava
na minha fronte
cheirando à bergamota
..................................verde
.
sozinho
errando pelo ermo
das taperas
.
deus
era o vento
.
(O poema acima estava incompleto, por isso o deixava de lado em minhas frequentes "antologias" para figurar no próximo livro. O último verso não me agradava. Ao sair para fora nesta manhã ventosa, não tive dúvida: o deus do meu poema incompleto era o vento. Gostei do insight que apenas lembra a poesia nejariana.)
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
ATLÉTICA DEMOCRACIA
terça-feira, 17 de novembro de 2009
RIO DA VIDA
DIANTEIRA CONSIDERÁVEL
MITOS E VERDADES DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
ROSA E CAIO
Qual a semelhança entre Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, e Para uma avenca partindo, de Caio Fernando Abreu? As diferenças são óbvias, a começar pelo gênero textual: romance e conto, respectivamente. O cenário de um é o sertão do Urucuia (MG); o do outro, a rodoviária de uma cidade qualquer. A linguagem rosiana quebra a sintaxe (erigindo um dos maiores monumentos literários do país); a caioabreana obedece ao fluxo da oralidade. Rosa universaliza o regional; Caio Abreu, poetiza o banal. A partir da pergunta-tema, no entanto, o que interessa agora é apontar a semelhança. A ela, então. No extenso romance GS:V (596 páginas), há um travessão, indicativo da fala do personagem. O mesmo ocorre no conto Para uma avenca partindo. Um único e quase despercebido travessão no início das duas narrativas. Esse recurso gráfico pressupõe a presença de um segundo sujeito (no sentido bakhtiniano). O romance e o conto são constituídos por apenas um enunciado – de um diálogo que o transcende topologicamente. No primeiro, Riobaldo fala com um interlocutor oculto, tratado com senhorio. No segundo, o narrador sem nome – anonimato recorrente em muitos contos do escritor santiaguense – despede-se da namorada antes dela entrar num ônibus. Sem o travessão, o diálogo pressuposto confundir-se-ia com o monólogo, conquanto seja o discurso direto, em primeira pessoa. Rosa foi originalíssimo ao começar o romance pelo final: – Nonada. Caio, ao encerrar o conto com um quê (sem reticências).
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
SINTONIA
A ALEGRIA DO CONHECIMENTO
domingo, 15 de novembro de 2009
EVOLUÇÃO

sábado, 14 de novembro de 2009
REESCRITURA
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
entrepalavras
APAGÃO NO PAGO
Os santiaguenses ainda reclamávamos dos noticiários, que, feito cães, não largavam o osso do apagão no centro do país, quando nossa cidade acabou sem energia. A tarde iniciava-se com a carranca ameaçadora do tempo. A noite chegou serena, apesar da grande expectativa que se agigantava dentro do escuro.
A primeira coisa (boa) a destacar sobre o apagão é o silêncio. Ah, o silêncio! O silêncio apenas quebrado pelo choro de um bebê no apartamento de cima, ou pelo canto dos pássaros (que retomaram o ritmo canoro da manhã). Para o sossego da minha alma, o falta de luz elétrica acaba com a poluição sonora que a maioria das pessoas chama de música.
A segunda coisa (plagiando o discurso do Presidente Lula), diz respeito ao quanto a cidade é dependente dessa energia. Todas as cidades do mundo. Quanto mais dependentes, mais vulneráveis. Uma torre cai lá onde o diabo perdeu as botas, e tudo para, nada se comercializa e os congelados se transformam.
Em terceiro lugar, voltei ao Rincão dos Machado. A lamparina de querosene mediava uma fase anterior, do candeeiro abastecido com banha, e uma fase mais avançada, iluminada pelo lampião a gás (vulgar liquinho). Nos dias de crise, na entressafra, faltava o derivado de petróleo, o que nos obrigava a retroceder no tempo. Um pedaço de lençol velho era recortado e torcido até formar uma corda que, dobrada ao meio, enrolava-se sobre si mesma. Numa vasilha mais ou menos rasa, a mãe colocava a banha e o comburente de pano. A luminária estava pronta, suficiente para clarear nosso jantar.
A quarta coisa boa propiciada pelo apagão é que, ao retornar do passado, fui forçado a acender uma vela. Dentro do círculo amarelado de sua luz, escrevi estas linhas.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
PRIMEIRO QUARTETO (PARA UM SONETO)
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
BÁRBAROS OU CIVILIZADOS?

O palestrante falou sobre o comportamento dos estudantes da Universidade Bandeirante, que hostilizaram a colega que compareceu ao campus dentro de um microvestido. Os jovens, segundo ele, pareciam uns bárbaros, embora suas agressões não tenham extrapolado o âmbito discursivo. No fim da palestra, fui ao encontro do professor para cumprimentá-lo e pedir-lhe que poupemos os bárbaros. Tudo o que de pior acontece nestes dias, décadas e séculos é uma consequência do processo civilizador. Os bárbaros, pelo pouco que se sabe deles, não praticavam a violência gratuita contra indivíduos de sua comunidade. O cultivo da terra fez o homem mais sociável, por força do sedentarismo. Dessa forma, devemos evitar a comparação entre nossos criminosos e os pré-históricos. No mínimo, ofenderíamos aqueles que foram responsáveis pela sobrevivência humana. A denominação de “barbárie” ou “selvageria” a tudo que excede em crueldade não ajuda a preservar a natureza e o caráter sacrossantos que se queira dar ao civilizado, por mais arraigada a crença religiosa, por mais racionalizado o preconceito etnocêntrico. O furdúncio na UNIBAN é muito pouco para ser levado a sério. O comportamento dos universitários, longe de caracterizar um barbarismo, demonstra uma fraqueza (já vislumbrada por Nietzsche como excesso de sensibilidade). No imenso fundo de genes que conserva nossa espécie e de memes* que compõem nossa civilização, ocultam-se unidades teratogênica, formadoras de “monstrinhos”.
* Unidades de informação que se multiplicam de cérebro em cérebro, ou entre locais onde a informação é armazenada (como livros).
terça-feira, 10 de novembro de 2009
HIPERTEXTO

Muito se fala na nova tecnologia (referindo-se à Internet). Nova tecnologia e, nova tecnologia para, nova tecnologia quê. Muito discurso, pouca prática. Ainda é pequeno o número de pessoas que conhece essa tecnologia tão propalada, e quase insignificante a percentagem de quem, conhecendo-a, faz uso minimamente satisfatório dela. Dessa parcela, ainda, são raros aqueles que têm ideia da sua amplitude. Cito o hipertexto como a grande conquista da revolução virtual. O que é o hipertexto? Consiste numa estrutura composta por vários textos conectados por links eletrônicos, os quais oferecem diferentes caminhos para os usuários. Link é uma palavra, texto, expressão ou imagem que permite o acesso imediato à outra página ou site, bastando clicar no mouse. A propósito, as letras HTTP que precedem todo endereço da Web, significam Protocolo de Transferência de HiperTexto. A não-linearidade e a seleção por associação são as principais características da leitura e da escrita eletrônica, que aproximam muito o leitor do autor e vice-versa, a ponto de ser aceitável o papel de co-autor, dado ao primeiro, e de leitor ao segundo (sem perder a condição que os identifica a priori). Há ferramentas de fácil emprego, que não demandam conhecimentos especializados de informática, com as quais o usuário pode elaborar sua própria página. Para navegar pelo ciberespaço (por que não voar?), basta um clique no mouse. Cada link abre outro espaço hipertextual, com toda sua riqueza semiótica (texto, imagem e som). Uma pena que o século XXI ainda não chegou para a maioria das pessoas.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
ANJOS DAS NAÇÕES


