
O poema Miguel Pampa, final do 4º Ato:
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(Esse poema também escrevi hoje. O título não tem relação com o quadro O poeta do maior gênio da Pintura do século XX, Pablo Picasso. Pela primeira vez, lancei mão de um recurso gramatical, os colchetes, para mudar o enfoque sem a numeração I, II. Outra coisa: as metáforas.)
Ontem, por ocasião da abertura do Santiago Encena, foi entregue o troféu "Caio Fernando Abreu". Os agraciados deste ano foram os seguintes: Arlindo Disconzi (Cultura); Ivo Pauli (Educação); e Oracy Dornelles (Literatura). O conjunto da obra, certamente, foi o critério que mais pesou na escolha dos nomes acima. Todos merecedores dessa distinção oficial. Para o próximo ano, deixo como sugestão o período a ser considerado: o ano que se inicia neste outubro e se encerra em outubro de 2009. Sem mudar o critério, obviamente.
A evolução é uma ciência exata, não uma teoria. Darwin, afirma Gould, é o único dos grandes cientistas do século XIX que não foi varrido pelos progressos científicos do século XX. Cada espécie nova é selecionada unicamente por sua capacidade de adaptação, e de maneira alguma porque é "boa" ou "superior". A evolução darwiniana não tem finalidade moral. A idéia do homem no topo da cadeia evolutiva é absurda, não tem nada a ver com os mecanismos do mundo natural. Para conhecer Gould: O polegar do panda e O sorriso do flamingo.
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DESMOND MORRIS
ALDOUS HUXLEY
J. KRISHNAMURTI
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THOMAS SZASZ
Os criminosos são mais inteligentes que nós. Eles não são mais executados, são tratados. Por que se procura a doença mental por trás de cada crime? Seria por humanidade? Exatamente o contrário! - responde Szasz. Se reconhecemos que um homem é capaz de cometer um crime hediondo, calculado, depravado, é que a natureza humana pode perfeitamente ser má. Ora, tudo o que desejamos é que a natureza humana seja boa. Não queremos admitir que o livre-arbítrio possa conduzir ao crime. Logo, o crime não deve ser o resultado do livre-arbítrio, mas da doença mental. Até o século XVIII, o mal era interpretado como uma possessão do Diabo. Hoje o mal é necessariamente o signo de uma desordem genética e química. Na realidade, a maioria dos criminosos é normal, e mesmo bastante inteligente para executar crimes extremamente complexos. Para conhecer Szasz: O mito da doença mental.