quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A FARSA DE CHURCHILL

Tenho gosto pelos livros desmi(s)tificadores, que tratam a verdade de Sua Excelência, livre dos grilhões que a aprisionam por interesses escusos. Penso que as igrejas e os governos, desde o tempo dos reis às democracias mais recentes, não teriam como se perpetuar no poder com o inteiro desvelamento da verdade. A História constitui um registro manipulado para que o povo não perca sua crença e seu ufanismo patriótico. A Revolução Francesa só foi possível, porque algumas verdades foram expressas pelos iluministas, entre os quais Rousseau e Voltaire. O que se sabe, por exemplo, sobre a Segunda Guerra Mundial? À exceção de alguns relatos vivos de participantes do conflito, sabe-se o que é didaticamente ensinado nas escolas por intermédio dos livros, cuja referencialidade encontra-se distorcida pelo viés ideológico dos vencedores. Por isso, Hitler é o demônio que conta(va)m seus inimigos aliados. Um mito desenvolvido na Inglaterra, por Winston Churchill e seu serviço de inteligência, que continua sendo contado como a principal causa da Grande Guerra: Hitler pretendia dominar o mundo. O objetivo escuso de Churchill era convencer Franklin Roosevelt, presidente dos Estados Unidos, que relutava a lançar seu país numa outra guerra. Toda a ambição de Hitler se restringia ao leste europeu, onde acabaria com bolchevismo soviético e se apossaria de terras agriculturáveis e de campos de petróleo. Churchill sabia que Hitler não invadiria a Inglaterra, que atacaria a União Soviética, mas ocultou isso dos ingleses, dos norte-americanos, dos soviéticos, do mundo... É o que torna público o livro A farsa de Churchill, de Louis C. Kilzer. Livro que recomendo, dos bons.

2 comentários:

Gavavo disse...

Tive a oportunidade de morar na Alemanha e, por passagem por Santiago, li o seu artigo "A farsa de Churchill". Ler em um jornal que Hitler foi "um mito desenvolvido na Inglaterra" é algo inacreditável - se fosse em um panfleto neo-nazi seria compreensível.
Vá à Alemanha e visite os campos de concentração, converse com alemães que vivenciaram a guerra, visite monumentos e museus alemães que relembram o holocausto. Escute o que o povo alemão tem a dizer sobre Hitler e o seu pretenso império que duraria mil anos. Nada disso foi criado pelo "viés ideológico dos vencedores", mas por um povo que não quer ver estes fatos se repetirem e têm vergonha dessa parte de sua história.
O livro referenciado eu conheço: o autor não é historiador, as fontes não são isentas e há muitos fatos que simplesmente foram distorcidos. Enfim, nenhum historiador qualificado levaria este livro à sério.

Robert disse...

não existiu exterminio da parte alema contra judeos

leiam sobre os massacres aliados