sexta-feira, 31 de outubro de 2008

RISO TROC(TSK)ISTA

Marx, sob um sec'lo
de história,
ri pela segunda
vez.
Riso baixinho,
troc(tsk)ista
em meio à barba
pedrês.
oo
As suas viúvas
cubanas,
chinesas,
russas,
bacanas
(aqui) igual-
mente riem,
aspirando o pó
de O capital.

3 comentários:

Ivan Zolin disse...

Froilam!

Ainda que o texto seja ideológico, portanto faz juízo valorativo. É uma poesia "engajada" às avessas.
Creio que fica melhor, poeticamente, ... o pó "do" capital.
A crise do momento permite várias leituras.

Zolin

Júlio César de Lima Prates disse...

Froilan, com toda a franqueza e com todo o respeito que vc merece: duvido que conheças a obra de Marx ou mesmo de Trostsky. Do contrário, não faria proferiria tão igonomiosa aleivosia, própria de quem lê comentários de terceiros. A obra de Marx, especialmente a obra econômica, cito O Capital, por exemplo, apesar do tempo e das incríveis mudanças tecnológicas, constitui-se ainda hoje num dos 3 grandes paradgimas da sociologia, ao lado de Max Weber e Durkhein. A obra política de Marx, O Manifesto Comunista, por exemplo, foi um grande libelo contra os barbarismos impingidos aos trabalhadores que viviam em condições indignas. Marx, demonstrou com amplas pesquisas, estudos sérios e muito bem fundamentados, a origem da posse da terra, como se dá a dominação de classe, a exploração e a opressão. Já Trostsky, uma das maiores vítimas da deturpação da obra marxista, morreu assassinado pela covardia estalinista que campeou pela URSS após a morte de Lenin, em 1923. Igualmente, foi um dos grande teóricos russos, deixou uma obra apreciada em todo o mundo e - no nosso país - têm uma gama de admiradores e seguidores. ´
Então, Froilan, chega a ser patético, o simplismo com que você ataca esses autores, onde o que mais revela-se é a birra ideológica, posto que conhecimento sobre as obras deles - com certeza - você não tem. Tem, a rigor, interpretações de terceiros, os quais faz um mero repeteco. É uma pena que vc siga por esse caminho de falsificação teórica, perpetrando difamações contra quem vc não conhece e sujando a nobreza da arte poética com seu arrogante psitacismo parafraseador. Vc era muito melhor quando assumia, com honestidade, que desconhecia a obra ou o autor. Hoje, infelizmente, vc transcende apenas arrogância. Certamente, setores neoliberais, anti-socialistas, essa direita reacionária local, bata palmas para a superficialidade. Vc enveredou pela mesma senda boba de Oracy Dornelles com seus versinhos ridículos atacando que não seja do PP. Eu sempre vi vcs maiores do que estão se revelando, encarnando o espírito simplório da média-medíocre e jogando para a platéia de babacas acríticos, em busca de uma unanimidade em elogios e aplausos cínicos. Que pena que homens como vc e Oracy estajam se prestando para usar a poesia como escopo de suas insatisfações ideológicos e ranços preconceituosos. Talvez eu esteja descobrindo, tardiamente, que o tamanho de vcs sempre se me afigurou um erro, pois não passam e nunca passaram de serviçais submissos a ordem constituida e a dominação. É a impressão que tenho ao ler e constatar o furor com que se insurgem contra quem - pelo menos tenta - lutar por uma sociedade melhor, mais justa, menos gananciosa e mais fraterna. Esse é o caso de Marx, de Trotsky, cujas memórias estão sendo sujadas por seus versos ignomiosos.

Júlio Garcia disse...

Esperando colaborar minimamente com a discussão e com o entendimento de mais esta crise do capitalismo mundial e suas falácias(e endoçando o comentário do Júlio Prates), reproduzo esta postagem do RS Urgente:

'O Instituto Liberal e a Islândia'

O Instituto Liberal costumava apresentar a Islândia como modelo de democracia, liberdade e prosperidade. Promoveu palestras, trazendo convidados para discorrer sobre o “milagre islandês”. Um artigo do ex-vice-presidente do IL, Cândido Prunes, em 2005, fala por si. Intitulado “Islândia, país da liberdade”, Prunes escreveu:

“A Islândia entrou num círculo virtuoso de desenvolvimento nos últimos dez anos, quando algumas reformas liberalizantes foram introduzidas. Hoje o país não pensa, sequer, em entrar para a União Européia, pois deseja distância do "centralismo de Bruxelas", para usar uma expressão do seu próprio ministro das relações exteriores. Hoje o país tem sua carga tributária reduzida para apenas 26,4% do PIB (...) O ambiente econômico islandês não poderia ser melhor: baixa carga tributária, pouca regulamentação, elevada proteção ao direito de propriedade e poucas barreiras para o fluxo de capitais e investimentos estrangeiros. Com isso, uma ilha isolada no Círculo Polar Ártico, sem maiores recursos naturais, exceto a pesca, conseguiu um desenvolvimento social que a coloca à frente dos países europeus”.

A ausência de regulamentação e de controle do fluxo de capitais cobra agora seu preço: a economia da Islândia derreteu com a crise financeira. Diante da crise, o país nacionalizou bancos,pediu ajuda ao FMI e a outros países europeus para não quebrar. A população está pedindo a saída de todo o governo. E, suprema humilhação, numa brincadeira, o país foi colocado a venda por um internauta inglês no site de leilões eBay por menos de 1 euro.

Aguarda-se uma explicação dos ilustres liberais sobre o que aconteceu com o país da liberdade, da desregulamentação e da livre circulação de capitais.
Leiam mais no blog http://www.rsurgente.net/