terça-feira, 30 de agosto de 2011

LER É ACORDAR PARA A VIDA

As palavras dizem mais do que dizem simplesmente, muito mais, correndo o risco de dizerem o contrário.
No lema da próxima feira do livro de Santiago, "acordar" e "vida" exigem conotações que se distanciam do referencial.
A prova disso é dada pela frase negativa: Não ler é... (o que para a vida?). 
Depois dos 50 anos, Kant lê David Hume e desperta do "sono dogmático". Esse sono, no entanto, não impedia de o filósofo viver em sua Könisbsberg.
O "acordar para a vida" tem ou não relação causal com a felicidade, por exemplo? Se a resposta é negativa, então, "vida" deve ser interpretada como um modo especial, mais consciente por certo.
O não leitor santiaguense há de se questionar: "Por acaso, durmo?". 
Para tirar essa dúvida, ele deve converter-se à leitura.

ERROS GRAMATICAIS (AINDA)

Escritos produzidos na Terra dos Poetas, notadamente os literários, apresentam erros gramaticais que comprometem a própria textualidade. Para ser mais exato, não passam de arremedos textuais (paráfrases de leituras realizadas pelo aspirante a escritor). 
Um blog do nosso meio, por exemplo, traz erro monstruoso no próprio cabeçalho, empregando uma interjeição no lugar de um verbo.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

ERROS GRAMATICAIS

O blog do Rafael Nemitz repercute o comentário de seu leitor, que critica o texto distribuído pela Secretaria de Educação e Cultura às escolas municipais. "Errar é humano", escreve o prof. Édison de Oliveira em seu todo o mundo tem dúvida, inclusive você, "mas ninguém gosta de comprovar sua natureza por esse caminho". 
Em Santiago,  poucos se preocupam com os erros que cometem na produção textual, seja no trabalho (na elaboração de anúncios, notícias, documentos etc.), seja no afã individual de tornar-se escritor. Na Terra dos poetas, poucos têm domínio do idioma, ao mesmo tempo instrumento linguístico e objeto estético do fazer literário. 
Na Comunicação Social da 1ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, tenho recebido ofícios que são um atentado contra todas as normas, entre as quais o emprego correto do pronome de tratamento. No Quartel General, a documentação interna e externa é minuciosamente revisada por mais de uma pessoa. Os erros são inevitáveis, todavia, com uma ocorrência cada vez mais espaçada.
O texto distribuído às escolas municipais de Santiago, como apoio para um concurso de redação, antes de qualquer leitura, pareceu-me extenso demais. 
Eis o primeiro parágrafo: 
"Em 1986 um jovem idealista admirador do escotismo, e especial ao seu fundador Baden Powell, funcionário público estadual, que atuava na Corsan local, como técnico, chamado Nilton Oliveira Pereira, com apoio de seus familiares, em especial aos seus sobrinhos teve a felicidade de criar o Grupo Escoteiro Toutinegra, onde no dia 31 de agosto de 1986 ocorreu o chamado batismo do uniforme, antes mesmo da primeira promessa o que foi realizada nos dias seguintes".
Após uma das possíveis reescrituras: 
"O Grupo Escoteiro Toutinegra foi criado por Nilton Oliveira Pereira, funcionário da Corsan local e admirador de Baden Powel. O 'batismo do uniforme' ocorreu no dia 31 de agosto de 1986".
Mais uma vez, coloco-me à disposição para revisar ou produzir textos de todos os gêneros. 
Meu e-mail: froilamo@bol.com.br 

THOMÁS FORTES

O apagão de sexta-feira me pegou falando no imperativo categórico de Kant: "Age como se a máxima de tua ação devesse tornar-se, por tua vontade, lei universal da natureza". Enquanto esperávamos o retorno da luz, uma jovem dos primeiros assentos me falou que estudava o filósofo no Colégio Thomás Fortes. Seu entusiasmo me chamou a atenção. Sentei-me a sua frente, e conversamos por alguns minutos. Perguntei-lhe o nome de sua professora de Filosofia e me coloquei à disposição para ir ao Thomás, falar sobre Kant ou qualquer outro pensador. Há 12 anos, convidado pela professora Jussara, palestrei sobre os pré-socráticos (os primeiros filósofos que olharam para o céu e perguntaram qual a substância primordial que constituía o Universo). 
Parabenizo esse colégio estadual, com destacada qualidade no ensino básico santiaguense. Parabéns, professora Vera Lúcia!

FILÉ DE BORBOLETA


O poeta e prosador Luiz Coronel soma mais uma obra em sua extensa produção literária: Filé de Borboleta - o Don Juan de Bagé. Como nos havia adiantado durante a visita à Feira do Livro de Santiago em 2008, esse livro de causos e anedotas é sobejamente ilustrado pelo nosso artista Otelo Ribeiro (que ilustrara a capa da Antologia II - ruadospoetas).



Eis dois exemplos dos traços inconfundíveis do meu amigo Otelo Ribeiro.

"Y" E "Z"


As gerações Y e Z vivenciam um problema de ordem social em nossa cidade. Não diferente de outros lugares, os jovens santiaguenses são notívagos. De sexta para sábado e de sábado para domingo, eles saem de casa ao encontro de uma balada. Os clubes que sobrevivem não atendem a demanda, destinados a acolher outras idades. Os bares são escassos, a maioria com dimensões reduzidíssimas. Em ambientes particulares, nenhum ruído musical é permitido (a partir da terceira queixa é registrado um Boletim de Ocorrência). Como opções, restam as conveniências dos postos de combustível e as ruas. Nesses espaços abertos, essa gente gaia enfrenta o policiamento rígido do Estado, da família ou da própria consciência, não lhes permitindo ouvir música num volume alto, bem como beber uma cervejinha e dirigir seus automóveis. Não podem fazer isso na mesma noite. A cidade amadureceu em idade apenas, tornando-se mais ranzinza e intolerente com a sua juventude. O começo desse tratamento ocorreu por volta do ano dois mil, pouco mais, pouco menos, quando chegava o Carnaval. Houve uma guerra declarada aos QGs, mobilizando autoridades, cidadãos civis, mídia e uma gana repressiva contra os "desordeiros". O resultado é conhecido de todos: os jovens se refugiaram em Jaguari. A partir de então, Santiago ganhou a tão desejada paz e tranquilidade (saúde para aqueles que envelhecem antes do tempo). Para preencher o vazio no Carnaval, o poder executivo municipal tem se empenhado em atrair de volta os foliões ausentes. Todavia, o Carnaval acontece uma única vez durante o ano. E nos demais fins de semana? O Center Hall é uma exceção (anexando ao clube a conveniência e a rua), de iniciativa privada. As gerações Y e Z merecem muito mais que espaço físico para sua mobilidade e convivência social.

domingo, 28 de agosto de 2011

CARTAS E BÚZIOS

A situação do Grêmio dentro do Brasileirão não me permite tocar flauta nos colorados ("campeões de tudo" de nada). Grenal é grenal. 
Desde ontem, passou a me interessar o clássico gaúcho. No último Globo Esporte (sábado), uma reportagem muito fraca entrevistava adivinhos que, a partir de cartas e búzios, davam o resultado do jogo. O dois entrevistados foram unânimes: o Internacional venceria o grenal. A cartomante precisou o placar: 3 a 2. 
Essa adivinhações, ligadas à astrologia, ou a uma religião afro-brasileira, revelam o atraso civilizacional por que passa nosso país. 
A mídia tira proveito desse atraso, quando não o reflete. Às vésperas de um novo ano, antes de um acontecimento qualquer, os primeiros consultados são os adivinhos, quase todos uns charlatães (segundo Padre Quevedo). 
Nunca vi na televisão, nunca li em revista ou jornal, a mais pequena reportagem sobre as previsões que não se realizaram. Nenhum trabalho pela desmistificação. 

sábado, 27 de agosto de 2011

TRÂNSITO



A charge do Iotti de hoje refere-se à BR 285, em razão das mortes causadas por acidente automobilístico. Pelo mesmo motivo, citei a BR 287, trecho entre São Borja e Santa Maria, no encerramento do I Seminário Regional de Instrutoria de Trânsito. 
O gato preto e o espectro da Morte são exteriorizações de um mal que está dentro do homem, no âmago de seu Eu inconsciente, onde pululam as paixões, os desejos, os medos e tudo mais. Ante esse gigante interior, a consciência quase nada pode fazer, como força contrária. 
A alta velocidade não constitui a busca do prazer, é a própria realização do prazer, cuja descrição não encontra palavras adequadas (uma vez que transcende a linguagem, a racionalidade). 


terça-feira, 23 de agosto de 2011

SEMINÁRIO NA URI

Na próxima sexta-feira, acontecerá o I Seminário Regional de Instrutoria de Trânsito na URI. 
Jonas Bays e Sibele da Silva Batezini, técnicos em trânsito do DETRAN/RS, mediarão "Processo de Formação de Condutores: Compromisso Legal, institucional e Ético"; Sílvio Tusi Júnior, presidente do Conselho Municipal de Trânsito, e Pedro Lesina, diretor de Divisão de Trânsito, mediarão "Panorama Atual do Município de Santiago no Tocante à Mobilidade de Trânsito"; Fabiano Régis de Oliveira, Dilmar Fernando Lopes, Renato Aníbele Disconzi, Leandro Flores da Silva e Fernando Burg, todos instrutores de trânsito, mediarão "Relatos de Experiências em Educação no Trânsito"; Roselaine Lamberti, diretora da Escola de Educação Básica da URI, mediará "Relatos de Experiências em Educação no Trânsito"; Vânia Luiza Felli Kubiça, especialista em Psicologia do Trânsito, e Valéria Machado Pinto, especialista em Psicologia Clínica, mediarão "Mudança Cultural e a Formação da Consciência em Educação para o Trânsito"; e, por último, mediarei "Educação no Trânsito e Postura Ética e Consciente" (Postura Ética no Trânsito). 
O mote para a minha palestra veio do IV Fórum do Instituto Zero Acidente, que se realizou há duas semanas em Porto Alegre: "Se sabemos, por que não fazemos?". Da Filosofia assimilei o princípio da inquirição, isto é, a pergunta bem articulada não requer necessariamente uma resposta (que esgotaria o assunto conceitual ou dogmaticamente). Um dos painelistas do fórum esboçou uma resposta, simplificando que o condutor não faz o que sabe devido a uma questão interna, de livre-arbítrio. Na hora, pensei em interrompê-lo, para ampliar seu argumento. A vontade tem origem nas pulsões e estímulos (inconscientes), que determinam o temperamento do indivíduo. Na constituição de seu eu, a moral internalizada (que tanto encantava Kant) participa como uma força fraca, como uma impostora. 
Disso e muito mais falarei na próxima sexta-feira, durante o I Seminário Regional de Instrutoria de Trânsito.   

TEMPERAMENTO - CARÁTER - PERSONALIDADE

Ao pesquisar na Internet a diferença entre temperamento, caráter e personalidade, encontrei a ilustração acima no site http://www.kidleitura.com/temperamentos.htm 


domingo, 21 de agosto de 2011

O TREM DA LEGALIDADE

O Zero Hora deste domingo publica uma reportagem de cinco páginas sobre o Trem da Legalidade. Até quinta-feira, o jornal publicará outras reportagens sobre "um dos mais épicos capítulos da história gaúcha". Esse exagero, todavia, é negado sem intenção pelos autores da reportagem, Nilton Mariano e Dione Kuhn. O comboio militar, saindo de Santiago, nunca foi a Ourinhos, como defendia Brizola, não passando de Marcelino Ramos. Não houve combate, ao contrário do que é escrito na primeira frase do texto jornalístico - "Sete veteranos que combateram no Trem da Legalidade". Nenhum tiro foi dado. Três mortes ocorreram por acidente: duas na estação férrea de Santiago, em razão de uma colisão de trens, e uma em Marcelino Ramos, com a explosão de um fogão. O que há de épico nisso? Outra história de pescador é a do ex-ferroviário entrevistado em Ourinhos, que "a serviço, costumava percorrer o trecho entre Ourinhos e Marcelino Ramos". Ele saía do Estado de São Paulo, atravessava todo o Paraná e Santa Catarina? Justamente o trecho em que os repórteres buscavam confirmação da inexistência de um "trem da legalidade". Mentiroso ou herói? 
O bom da reportagem são os dados reais obtidos com o Dr. Valdir Pinto, bem como as fotos, entre as quais a dos "ex-combatentes" que viajaram de trem: Alceu Nicola, Constantino Zaboetzki, Wilmar Donini, Nilton Soares, João Sady Colpo, Alberto Guedes e Jorge Damian (clicar na imagem acima para ver melhor).

IMPOSSIBILIDADE ÉTICA

A descoberta do inconsciente por Freud causou a terceira grande frustração do homem. O eu racional a que ele se apegava depois da segunda frustração (causada por Charles Darwin), o eu consciente que ainda o preservava como uma criatura especial, de uma hora para outra, perde sua hegemonia, reduzindo-se à quase insignificância. 
Repito o que escrevi nas últimas linhas de uma postagem abaixo: "Esperar ou pedir que o eu se comporte eticamente no trânsito ou em qualquer outro lugar é subestimá-lo por suas paixões, pulsões, medos, todo o que escapa do domínio consciente".
O que aconteceu na madrugada de sexta para sábado em Santiago demonstra essa impossibilidade ética.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

SUGESTÃO AOS CITADORES DE FREUD


Na minha última estada em Porto Alegre, fui à Livraria Saraiva no Praia de Belas. Não tive tempo para visitar os sebos da Riachuelo e da Rua da Ladeira. Entre os livros que comprei, dois se justificam pela releitura que faço de Sigmund Freud. O da imagem acima reúne El porvenir de una ilusión, El malestar en la cultura e outras obras (produzidas no período de 1927 a 1931). São os artigos mais inclinados à Filosofia do criador da Psicanálise. 
Sugiro a leitura de Freud para alguns de seus citadores (que não o leem).

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

PARA PREENCHER LACUNAS

O texto abaixo, produzido para o Expresso Ilustrado, apresenta algumas lacunas demasiado grandes para serem preenchidas pelo leitor. Peço desculpas, com uma única justificativa: o espaço da coluna, como um "leito de Procusto", obrigou-me a reduzir o argumento, incorrendo na quase disjunção entre as ideias. Com mais tempo, re-edito EU ÉTICO(?), aproveitando-me desta ferramenta de tão fácil emprego.
Ao pensar sobre trânsito, chego à ética. Ao pensar sobre ética, perpasso um longo caminho para me deter no jogo de forças nietzschiano e, mais adiante, na dicotomia inconsciente - consciente de Freud. O problema no trânsito, já se diz nestes dias, decorre de uma crise ética. O eu ético, todavia, constitui uma idealização, em que se atribui a ele a capacidade de internalizar a lei moral (ou de subordiná-la à sua chancela). Neste aspecto, Essa alta conta atribuída ao eu, como senhor absoluto da razão, subsiste no século XXI, a despeito da crise supracitada. A tão propalada consciência Nietzsche desmistificara antes de Freud descobrir o inconsciente como instância superior, não passa de “um sintoma, não mais do que o sintoma de uma transformação mais profunda e da atividade de forças”. Para o filósofo, as forças dominantes são ditas ativas, as forças dominadas são ditas reativas. A atividade principal é inconsciente, sendo a consciência reativa. A questão levantada pelo IV Fórum do Instituto Zero Acidente ficou sem resposta. Perguntava-se sobre a disjunção entre saber e fazer. O sujeito (eu) sabe, por exemplo, o significado da placa que regulamenta a velocidade máxima permitida, mas continua a correr muito acima do limite expresso signicamente. A volúpia proporcionada pela velocidade é força ativa que domina as demais forças de reação (internas, como a própria consciência, e externas, como os sinais ao longo das vias). A causa dessa volúpia é inconsciente, estreitamente relacionada à felicidade, à vida (não obstante o ônus contrário). Esperar ou pedir que o eu se comporte eticamente no trânsito ou em qualquer outro lugar é subestimá-lo por suas paixões, pulsões, medos, tudo o que escapa do domínio consciente.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

QUATRO RODAS

No trânsito
não me chame
a atenção:
estou em transe
Breno Serafini

terça-feira, 16 de agosto de 2011

VEJA(M)

A VEJA é frequentemente difamada por sua coragem em mostrar as falcatruas no governo. Acusam-na de ser tendenciosa (como sempre). Pois bem, na última edição, a revista publica o seguinte em sua Página ao Leitor
Toda a força à presidente
Desde junho, a presidente Dilma Rousseff vem enfrentando com determinação a série de denúncias sobre esquemas de corrupção no ministério que se viu obrigada a montar sob os auspícios de seu antecessor e aliados políticos. [...] Que Dilma Rousseff continue a fazer sua faxina e que seu exemplo se espalhe por todos os níveis da administração pública".
Minha fezinha primitiva no PT (anos oitenta) justificava-se pela perspectiva  da moralidade administrativa. Mas a corrupção potencializou-se  durante a presidência daqueles que prometiam o contrário, traindo-se a confiança dos militantes mais convictos. 
A dureza da nossa presidente nos últimos meses revela toda a lama que inundava o Planalto. Apenas por isso, Dilma já supera Lula.

FOGO SIMBÓLICO DA PÁTRIA



O Fogo Simbólico da Pátria, mais uma vez, arde na Praça Franklin Frota de nossa cidade. Para recebê-lo, foi realizada uma solenidade nessa manhã, com a participação de autoridades, estudantes, escoteiros, militares, público civil. A chama permanecerá ali até o dia 1º de setembro, quando mudará para a Prefeitura de Santiago. Sua extinção ocorrerá no dia 7 de setembro, logo após o Desfile da Pátria.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

IMAGENS


Um dos palestrantes no IV Fórum do Instituto Zero Acidente foi o Prof JOSÉ LELES DE SOUZA, doutor em Engenharia de Transporte e Trânsito. Ele projetou as imagens acima para ilustrar, respectivamente, os tópicos sobre a VELOCIDADE e a VIOLÊNCIA. 

sábado, 13 de agosto de 2011

FARQUIZAÇÃO*

Há algum tempo, venho dizendo que não demoraria para os juízes se tornarem alvos do crime organizado no Brasil. Não acredito no dom da profecia, como algo inexplicável, mas em projeções, em perspectivas traçadas pela análise racional da realidade. A Colômbia era o exemplo vivo desse estágio avançado da violência. A execução da juíza do Rio de Janeiro, Patrícia Acioli, constitui um marco inicial da "farquização" brasileira. Obviamente, às avessas (ainda sem objetivos políticos).
* Neologismo que remete às FARCs. 

ARLETE GUDOLLE LOPES

Leitura obrigatória todos os sábados (pela manhã), abro o Zero Hora na página 17, dos artigos de opinião, e encontro o nome da professora Arlete. Nossa blogueira transforma-se, pela frequência  com que são publicados seus textos nesse jornal, em  articulista freelancer. A  escritora santiaguense produz Pais heróis, em que expressa a ótima relação com o pai a partir de frase cantada por Fábio Júnior: Pai, você foi meu herói, meu bandido. Para entender esse aparente paradoxo, escreve "Somente percebi a força do seu lado 'bandido' ao não aceitar minhas falhas". 
Parabéns, Arlete!