segunda-feira, 30 de novembro de 2009
MEU SEGUNDO LIVRO
FLAMENGO CAMPEÃO
domingo, 29 de novembro de 2009
BRASILEIRÃO 2009
DOMINGO AZUL

Desejo um domingo azul para todos os visitantes deste blog.
UMA METÁFORA

sábado, 28 de novembro de 2009
COMENTÁRIOS DIVERSOS
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
NOS POÇOS
MARIA DESCENDENTE DE DAVI

quarta-feira, 25 de novembro de 2009
HERTA MÜLLER - NOBEL DE LITERATURA 2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009
ARTE FOTOGRÁFICA
MINHA UTOPIA

Um costume exclusivo dos adolenses, povo que vive numa grande ilha, consiste na união muito cedo entre seus jovens. Eles acreditam que só serão felizes com o primeiro amor. A tradição determina que a escolha ocorra entre 12 e 18 anos. Não há casos de narcisismo secundário, em que ele(a) tenha dificuldade para se relacionar com o outro. Todavia, nem sempre a primeira relação consegue chegar ao casamento. Aos frustrados, resta a esperança de encontrarem alguém nas mesmas condições. Mas a estatística é pouco generosa para esses casos, provando que acaba mal a maioria dos segundos relacionamentos. Isso equivale a dizer que os memes culturais (que poderiam romper com o establishment) desaparecem no espaço de uma geração a outra. Como não há psicólogos, sociólogos e outros subjetivistas, os valores éticos e morais preservam-se inatacáveis por questionamentos inconvenientes, sob a redoma da práxis social. Sem a ciência (ainda incipiente), ninguém sabe em Adol o que possibilita a felicidade dos casamentos prematuros: a inocência. Os adolenses a vivem simplesmente.
(Hoje fiz uma reflexão sobre a inocência. Imaginei um mundo quase fechado, onde ela fosse possível. "Adol" e "adolense" remetem a "adolescente". Obviamente.)
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
TURRA E TAVARES
Dois artigos publicados no Zero Hora de domingo passado me chamaram a atenção: Meio ambiente e agronegócio, de Francisco Turra; e A arte da ilusão, de Flávio Tavares. Na condição de leitor crítico, senti a necessidade de contrapor ao primeiro e endossar a opinião do segundo. Turra escreve: “É um equívoco caracterizar como antagônica a relação entre meio ambiente e produção agrícola”. Pelo contrário, é um acerto dizer que a agricultura agride o meio ambiente. Há dez mil anos, o homem corta as matas ciliares, queima o excedente, entulha e envenena os rios, provocando o desequilíbrio e o empobrecimento de diversos biomas. A prática exaustiva desencadeia a desertificação. Necessária para a sobrevivência humana, a exploração da terra passou a servir ao enriquecimento de alguns. Em Arte da ilusão, Flávio Tavares entra na grande discussão estética em torno da “arte conceitual” em Porto Alegre. O articulista visita a Bienal do Mercosul nos armazéns do cais e chama de extravagâncias o que vê ali, concordando com o grande pintor gaúcho Iberê Camargo, que abominava as “instalações” (objetos estranhos à arte dispostos de uma forma mais ou menos organizada no centro, num canto, na parede ou no teto de uma sala). O argumento de Iberê, citado por Tavares, diz respeito a pouca duração dessas “instalações”, cujos autores querem passar por arte. Ao contrário dos quadros de Anita Malfatti, que traziam a novidade cubista e expressionista, para desconhecimento do sempre acadêmico Monteiro Lobato, precipitado algoz da pintora, as instalações, mesmo que adiantem uma tendência futura, são feias e antiestéticas.
Esse texto destina-se à coluna do Expresso Ilustrado, por isso as lacuna, algo que pede mais algumas palavrinhas. O diretor de redação do jornal ainda acha que deve diminuir ainda mais. Sua tese (com respaldo empírico, em se tratando do EI) é de que poucos leem os textos longos. Nestes seis anos, aprendi a frear meu ímpeto discursivo. Cedo entendi que o espaço na página é um "leito de Procusto". Caso a ultrapasse, sou devidamente cortado; caso não a preencha, suficientemente esticado. A ferramenta usada para tal adequação é o pagemaker.
Houvesse mais espaço, eu acrescentaria que a prática agrícola visando à sobrevivência, desde o começo do neolítico aos nossos dias, sempre agrediu o meio ambiente. Sem o alimento provindo das colheitas sazonais, todavia, a espécie humana não teria sobrevivido (ou crescido tanto em 10.000 anos).
Houvesse mais espaço, eu acrescentaria que é perigoso tomarmos posição contrária às novas expressões artísticas. Não podemos nos esquecer do que ocorreu com Monteiro Lobato na aurora do movimento modernista. Anita Malfatti, regressando da Europa com as novidades pós-impressionistas (cubistas e expressionistas), realizou uma exposição em 1917. Monteiro Lobato pegou pesado contra a pintora num artigo intitulado "Paranóia ou Mistificação?". Flávio Tavares, apoiando Voltaire Schilling (que começou uma ampla discussão com o artigo A capital das monstruosidades), teve a coragem de atacar o que chama de "a arte da ilusão". A propósito, o articulista assim inicia seu ataque: "A mistificação está em todos os lugares...".
Junto-me a eles, com a lamentada ausência de Iberê Camargo, para vaticinar que a estética do feio não fará escola. As tais "instalações", que os museus de arte moderna estão cheios, não passam de uma ilusória prerrogativa da modernidade. Elas preenchem um vazio criativo do tempo presente. A dúvida é se são provisórias ou escatológicas (retificando o final da minha coluna para o Expresso).
sábado, 21 de novembro de 2009
RAIOS... RAIOS!
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
EVOLUÇÃO HUMANA (UMA PROPOSTA DE LEITURA)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009
VANTAGEM DO HIPERTEXTO
BANDEIRA DO BRASIL

Salve, símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança,
EÓLICO

deus bafejava
na minha fronte
cheirando à bergamota
..................................verde
.
sozinho
errando pelo ermo
das taperas
.
deus
era o vento
.
(O poema acima estava incompleto, por isso o deixava de lado em minhas frequentes "antologias" para figurar no próximo livro. O último verso não me agradava. Ao sair para fora nesta manhã ventosa, não tive dúvida: o deus do meu poema incompleto era o vento. Gostei do insight que apenas lembra a poesia nejariana.)


