Hoje comprei Contos de sempre, de Aldyr Garcia Schlee, na livraria do Tide. Esse escritor ganhou o Fato Literário de 2010, concorrendo com Lya Luft e Kathrin Rosenfield. O livro foi vencedor da I Bienal Nestlé de Literatura Brasileira em 1982. Já li quatro dos doze contos de Schlee, os quais me fizeram lembrar de Mario Arregui, especialmente de seu Cavalos do amanhecer.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
POSTAGENS VERDADEIRAS
Numa rápida visita aos blogs, duas postagens me chamaram a atenção: Mail da Patty Farias, do Ruy Gessinger, e E as atuais mulheres, da Vivian Dias. Nada mais verdadeiro, escrito com humor, ironia, por quem conhece o mister (de escrever bem e de observar atentamente a realidade). Crítica necessária.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
REVEZAMENTO DOS ANOS
A imagem que fazemos do ano que se encerra é de um velho decrépito, incapaz de dar mais uns passos. Entre os sentimentos que temos em relação a ele, não disfarçamos a ingratidão. Decerto não fomos atendidos naquilo que almejamos por ocasião de sua chegada (há exatos 365 dias). Quando não somos ingratos, dispensamo-lo um pouco de piedade, porque, no fundo, relacionamos sua decrepitude ao nosso espírito. Por isso, toda a expectativa pelo novo ano. A imagem deste é produto da nossa imaginação, das nossas esperanças e sonhos. No lugar do velho, que arrasta consigo o peso da realidade, o infante. Tudo o que queremos é a renovação, a leveza. Nossa ingenuidade parece não ter limites durante o rito da passagem. Expressamos sem problemas a fé de que no próximo ano algo muito importante nos será dado de presente. Por alguns instantes, negamos nossa condição essencial de homo faber. Se queremos algo importante, devemos fazê-lo, construí-lo. Não esperar que caia do céu, que brote da terra de alguma semente mágica. O conhecimento disso transcende o rito da passagem, a ilusão de que a vida necessita de ciclos. O desejo de coisas maravilhosas, como uma transformação para melhor em nossas vidas, não se realizará sem o nosso esforço, nosso pragmatismo, nossa ação (cujo projeto é apenas anteposto pelo desejo). Ao longo do próximo ano, façamos por nós (e pelos outros). Dessa forma, ele não envelhecerá tão depressa em nossas mãos (como a refletir nosso espírito cansado, pusilânime). Sua imagem, ao final, será de um jovem corredor, pleno de energia. Assim também teremos o próximo a apanhar o bastão de um revezamento certamente vitorioso para a nossa equipe.
domingo, 26 de dezembro de 2010
HISTÓRIAS DO CEMITÉRIO DE BOM RETIRO
Os cemitérios continuam a gerar histórias de assombro, de humor, de vida e de morte. No Bom Retiro, interior do município, algumas são contadas pelo espirituoso zelador do cemitério dessa localidade. Ele é muito convincente, uma vez que se coloca como principal ator das histórias que narra. Numa vistoria dos túmulos, Ademar encontrou caída a tampa de uma sepultura. Imediatamente, pegou o celular e ligou para a família do (há muitos anos) falecido: “Alô! Alô! Seu Fulano não apareceu por aí? O que faço: espero ele voltar ou fecho agora?” Numa tarde de agosto, quando capinava em volta dos sepulcros, notou a presença de dois meninos. Fingindo não percebê-los, puxou um cigarro, suspirou profundamente e conversou com sua voz grave: “Izidro, me empresta o fogo!”. Os pequenos ganharam o portão numa desabalada carreira. Noutra tarde, uma família visitava os parentes fotografados em sépia. Conta o Ade que se escondeu (com o propósito de pregar uma peça). Um dos visitantes ousou se despedir do sepultado: “Tchau, compadre Sicrano!”. Ele esperou que o grupo se virasse em direção à saída e, com a mesma voz grave, arrematou de entre os túmulos: “Tchau, compadre Neno!”. História mais antiga conta meu pai. Nos anos cinquenta, durante a construção do cercado da área atrás da igreja para a destinação dos mortos, um dos participantes do mutirão perguntou quem seria o primeiro a entrar ali na horizontal. Em tom de pilhéria, responderam que seria o mais velho dos presentes, conhecido por Turco. Na noite subsequente ao trabalho realizado, o mesmo senhor que fizera a pergunta veio a sofrer um infarto fulminante. Não era dos mais velhos, mas teve o triste privilégio de inaugurar o cemitério de Bom Retiro.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
TIA CELA
Final do expediente no QG, coloco minha mochila nas costas e resolvo ir ao Hospital da Guarnição de Santiago. Tia Cela encontra-se baixada. Vou visitá-la. Dalila e Arinda acompanham a paciente, que está no oxigênio. A pneumonia resiste aos medicamentos. A tia está com um pouco de febre, percebo isso com um toque da mão em sua testa. Falo que as cores de seu rosto estão normais. Quero ser otimista para tranquilizar minhas primas. Deixo o hospital pensativo. Dia e meio depois, tomando café, tenho um estalo: ligo para Arinda. "A mãe acaba de falecer, Froilam." Algumas horas mais tarde, vou à Capela Andres. O rosto da minha tia é outro. Cor única, indefinível, inexistente no mundo vivo, multicolorido. Infelizmente, a última imagem substitui as outras. Mas lembrarei da tia Cela como dona de uma memória extraordinária, não obstante sua longevidade. Ela sabia narrar/descrever fatos de um tempo quase esquecido. Um referencial...
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
FALECIMENTO
Aos 89 anos de idade, Celanira de Oliveira Soares faleceu nesta manhã, onze dias depois do falecimento da vó Dorilda Flores de Oliveira. Ainda que residisse na cidade, tia Cela continuava sendo a grande matriarca do Rincão dos Soares.
PAPO SÉRIO
Caríssimos visitantes, as primeiras reflexões que fiz por escrito remontam aos anos oitenta. Tão somente duas décadas mais tarde, surgiu-me a oportunidade nos jornais e no âmbito eletrônico, meios onde passei a publicar uma síntese da crítica que faço à sociedade consumista do nosso tempo. Com a minha superação do homo religiosus, adquiri o direito de apontar para a contradição do grande rebanho, que segue sem o menor problema de consciência a dois senhores. Deus encontra-se representado pela fraternidade, pela espiritualidade e, principalmente, pelo seu filho, o Menino Jesus. Mamom, representado pelo materialismo, pelo afã de ter, pela neura mercadológica, cuja figura central é o Papai Noel. Por que os líderes cristãos, notadamente, os católicos, não se manifestam contra esse velhinho-propaganda que tomou lugar do Menino? Recém em 2010, uma cidade da Alemanha (sempre revolucionária), chamada Paderborn, tornou-se “zona livre de Papai Noel”. A justificativa é simples (e verdadeira): “ele representa a indústria do consumo”. Recém em 2010, um bispo argentino, chamado Fabriciano Sigampa, fala abertamente às crianças de Resistência que Papai Noel não existe. Essa autoridade católica exige que seja decretada a inexistência do que, na realidade, não existe. Não obstante toda a evolução racional já experimentada pelo homem, ainda ele é facilmente dominado por superstições, mitos, crenças, coisas que deveriam ter sido superadas pelo processo civilizador. Na hora de encontrar um culpado por qualquer infelicidade, apontam a razão (a ciência, a técnica). A razão produz saber e ferramenta, o que não é suficiente perante outros fatores humanos, como a fé, o desejo, o caráter, todos com poder absoluto sobre a ainda novata racionalidade. Pensem nisso, caríssimos visitantes.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
CASO RARO
Sou um caso raro: ateu que cita a Bíblia. Hipocrisia al revés? Penso que não. Sou demasiadamente honesto ao optar pelas armas dos meus adversários (no caso, os próprios cristãos). Não todos os cristãos, apenas os hipócritas. Para esses, cito alguns versículos do que há de melhor em todo o NT: capítulo sexto de Mateus. "...quando fizeres dádivas de misericórdia, não toques a trombeta diante de ti...quando fizeres dádivas, não deixes a tua esquerda saber o que a tua direita está fazendo".
DEVAGAR, QUASE PARANDO
A velha expressão de nossos avôs (carreteiros) descreve perfeitamente o ritmo da blogosfera santiaguense. O movimento (que nega essa apreciação negativa) continua sendo provocado pelos blogueiros mais visitados, que editam diariamente. Isso prova que o texto para se caracterizar como tal necessita do leitor, ou coautor (num sentido dado pela linguística). Ignara a posição de quem defende sem o menor pudor a unilateralidade, o monólogo. Sua tese antibakhtiniana é de que basta escrever (qualquer asneira) para alguém se transformar em autor. Parabéns ao blogueiros mais visitados!
P.S.: PEÇO DESCULPAS AOS BLOGUEIROS QUE FIZERAM UMA OUTRA LEITURA DA POSTAGEM ACIMA. FUI DEMASIADAMENTE SINTÉTICO AO ESCREVER "O MOVIMENTO SE DEVE AOS BLOGUEIROS MAIS VISITADOS", QUERENDO DIZER VELOCIDADE, RITMO, VIDA... MOVIMENTO CONTRÁRIO AO "DEVAGAR, QUASE PARANDO". SERIA UM DESPAUTÉRIO AFIRMAR QUE OS BLOGS DO RAFAEL, DO MÁRCIO, DO PRATES, DO ROSADO, DENTRE OUTROS, ESTÃO DEVAGAR QUASE PARANDO. TAL APRECIAÇÃO SE COADUNA ÀQUELES QUE TITUBEIAM COM POSTAGENS MENOS E MENOS FREQUENTES. DESSA FORMA, REESCREVI (SEMPRE UMA NECESSIDADE) A FRASE ACIMA QUE CAUSOU O MAL-ENTENDIDO.
P.S.: PEÇO DESCULPAS AOS BLOGUEIROS QUE FIZERAM UMA OUTRA LEITURA DA POSTAGEM ACIMA. FUI DEMASIADAMENTE SINTÉTICO AO ESCREVER "O MOVIMENTO SE DEVE AOS BLOGUEIROS MAIS VISITADOS", QUERENDO DIZER VELOCIDADE, RITMO, VIDA... MOVIMENTO CONTRÁRIO AO "DEVAGAR, QUASE PARANDO". SERIA UM DESPAUTÉRIO AFIRMAR QUE OS BLOGS DO RAFAEL, DO MÁRCIO, DO PRATES, DO ROSADO, DENTRE OUTROS, ESTÃO DEVAGAR QUASE PARANDO. TAL APRECIAÇÃO SE COADUNA ÀQUELES QUE TITUBEIAM COM POSTAGENS MENOS E MENOS FREQUENTES. DESSA FORMA, REESCREVI (SEMPRE UMA NECESSIDADE) A FRASE ACIMA QUE CAUSOU O MAL-ENTENDIDO.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
QUE COISA!
Tudo o que escrevo começa com o rascunho: caneta e folha de caderno. Não consigo expressar melhor minhas ideias usando as interfaces eletrônicas. Ontem, excepcionalmente, abri meu blog e passei a escrever neste espaço. Produzi um artigo de primeira (modéstia à parte), todavia, após clicar em "publicar postagem", o sistema havia caído. Em "editar postagem" estava salvo as primeiras frases do texto. Mais tarde, tentei reescrever meu texto sem sucesso.
Transcrevo abaixo o que foi salvo, parte da introdução:
"As mudanças de partido político são tão comuns, tão rasteiras, terra-a-terra, que já é uma covardia bater naqueles que dão cabriolas. Uma coisa é inevitável que se diga, no entanto, essas mudanças contradizem o preconceito que sustentava a não-discussão sobre assuntos políticos. Mudanças de religião são mais raras, o que envolve toda crítica religiosa de aura de heresia que levava à fogueira há pouco tempo."
sábado, 18 de dezembro de 2010
GOSTO, RELIGIÃO E POLÍTICA
Desde criança, ouço que não se discute gosto, religião e política. Minha propensão à filosofia, que é, a princípio, o caráter inquiritivo, fez com que sempre questionasse esse enraizado preconceito, tabu, o que quer que seja. Nunca cheguei a conclusão que não apontasse para o orgulho, para a ignorância. Cada indivíduo se acha o centro do universo, não poderia ser diferente, mas as ideias e os sentimentos manifestos para sustentar essa posição umbiguista não resistem a qualquer análise. Assemelham-no ao medieval.
O século XXI aponta para o rompimento dessas fortalezas egocêntricas, com mudanças significativas nas preferências pessoais, nas crenças religiosas e nas ideias políticas. Pela ordem decrescente de ocorrência, o indivíduo já muda de partido (não apenas por interesses próprios), muda de religião e passa a racionalizar sobre novos gostos.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
O MELHOR ARRAZOADO
Por muitos anos, tentei dialogar com meu colega sem êxito. Minha intenção era convencê-lo do equívoco de suas crenças religiosas. Em contrapartida, ele fazia a mesma coisa em relação ao meu ateísmo (agnosticismo para ser mais correto). No final, pedia-me para respeitar sua fé. Mais tarde, por motivo de minha transferência, não mais nos encontramos por breves quatro anos. Aqui poderia abrir um parênteses, contando sobre novas discussões com outros colegas, repetindo-se a mesma história de argumentação inútil. De volta para Santiago, acabei reencontrando aquele companheiro de trabalho. Ele havia mudado de religião, saíra do _____________ e se tornara o mais ardoroso ______________. Aos poucos, retomamos as antigas conversas. Ele concordou comigo que estava errado na época. Agora, no entanto, tinha certeza de que estava no caminho certo, com Deus. Para dizer-lhe que estava errado outra vez, voltaria à estaca zero do entendimento. O dilema se perpetua: respeitar a nova crença do meu colega ou falar-lhe de sua ilusão? No caso de respeitar, estarei me omitindo com a verdade que ele poderá não mais desvelá-la sem ajuda. Desrespeitando-o em sua crença, posso tirar-lhe a possibilidade de evoluir por si mesmo, a única forma de evoluir verdadeiramente.
LUZ&LAMA
o corpo
é barragem d’água
onde se reflete
o azul
sob a superfície
clara
(todavia)
a lama se deposita
escura
viscosa
fria
a alma
é pescador bizarro
olhos no céu
e pés
no barro
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
CURTAS E BOAS
A melhor que li hoje, nos sites noticiosos: "Em missa na Argentina, bispo afirma a crianças que Papai Noel não existe". Vindo de um católico, não pode haver outro discurso mais desmistificador.
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Certos concursos em Santiago são piadas de mau gosto. O mérito passa ao largo, uma vez que, inexplicavelmente, está dissociado do QI.
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Más línguas gremistas dizem que colorados fizeram empréstimo para acompanhar seu Inter, quase bicampeão do mundo em Abu Dhabi.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
THE DREAM IS OVER
ABU não DHÁ BI
(apesar do Inter ter um time melhor que Fernandão, Gabiru & cia limitada)
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
GÊNIO SANTIAGUENSE
A Reportagem Especial do Zero Hora (de sábado) traz duas páginas sobre um grande arquiteto gaúcho em Abu Dhabi: Tarso Endres. Fernanda Zaffari, jornalista responsável pela matéria, escreve "Ele saiu do Rio Grande do Sul e...", sem qualquer referência a Santiago, onde se criou e estudou. A história real se repete: os santiaguenses são obrigados a sair para o mundo quando seus talentos transcendem o universo cultural desta pequena cidade. Foi assim com Manuel do Carmo, Ramiro Frota Barcelos, Sílvio Duncan, Caio Abreu, Romanita Disconzi, entre tantos outros. A maioria desses artistas não voltou mais a Santiago, onde a sociedade sempre foi incapaz de vislumbrar a grandeza do gênio. Raros os que ficaram aqui, entre os quais temos um arquiteto: Marcelo Tusi (destacado pelo Expresso Ilustrado, em sua última edição).
Tarso é filho de Júlio e Marina Endres, nascido em Santa Maria (como registra a reportagem) por opção dos pais. Fez Arquitetura na Unisinos e hoje é diretor de Arquitetura da empresa italiana AiEngineering, responsável pelos projetos milionários em Abu Dhabi.
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Nívia Andres comenta sobre esta postagem que Santiago não tem condições de manter nossos grandes artistas e profissionais. Diante da grandeza de uns, inclusive o Brasil tem condições de mantê-los. Havia escrito um parágrafo exatamente sobre isso, mas deletei. Não é essa a questão. Santiago não os reconhece antes que o façam outros lugares, geralmente os grandes centros.
Tarso é filho de Júlio e Marina Endres, nascido em Santa Maria (como registra a reportagem) por opção dos pais. Fez Arquitetura na Unisinos e hoje é diretor de Arquitetura da empresa italiana AiEngineering, responsável pelos projetos milionários em Abu Dhabi.
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Nívia Andres comenta sobre esta postagem que Santiago não tem condições de manter nossos grandes artistas e profissionais. Diante da grandeza de uns, inclusive o Brasil tem condições de mantê-los. Havia escrito um parágrafo exatamente sobre isso, mas deletei. Não é essa a questão. Santiago não os reconhece antes que o façam outros lugares, geralmente os grandes centros.
domingo, 12 de dezembro de 2010
LUTO
Minha última avó faleceu ontem, às 11h30min, no Hospital de Caridade de Santiago. Dorilda Flores de Oliveira foi casada com Fermino Machado de Oliveira, com quem teve 13 filhos: Diolinda, Nelson, Ondina, João Carlos, Neiva, Suzana, José Maria, Polidoro, Dalva, Paulo, Maria, Tavânia e Guilherme. Meu pai é o penúltimo filho do primeiro casamento do vô Fermino (com Francelina Soares de Oliveira). O sepultamento da vó Dorilda aconteceu nessa manhã chuvosa, no cemitério do Bom Retiro.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
QUIASMO
A palavra "quiasmo" parece denominar uma doença, não parece? Pois significa uma coisa totalmente diversa: consiste numa figura de construção que repete simetricamente as palavras, cruzando-as à maneira de um X. Exemplos:
Ela corava e tremia
tremia e corava eu
...........................................(Juvenal Galeno)
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Eu nunca fui amado e vivo tão sozinho,
vives sozinha sempre, e nunca foste amada...
.......................................... (Alceu Wamosy)
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Do meu livro Ponteiros de palavra, transcrevo um quiasmo perfeito. Os versos são tão simétricos que dão origem a um palíndromo, o que pode ser lido da direita para a esquerda e vice-versa:
o medo do demo
o demo do medo
EDUCAÇÃO MAIS POBRE
Todo brasileiro informado sabe que a educação no Brasil é da pior qualidade, em todos os níveis (à exceção da educação infantil). Nunca esteve tão mal. Desde o tecnicismo dos anos setenta (quanta saudade!), a queda é abissal. Para piorar ainda mais, nossos políticos decidiram cortar 1,4 bilhão do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e da Valorização dos Profissionais da Educação.
SOU VOLUNTÁRIO
Hoje irei à Seção de Saúde do Quartel General para dar um pouco do meu sangue, amostra que, após análise, determinará se sou doador de medula óssea ou não. Tenho carteirinha de hemodoador desde 1987. Gosto de ser solidário a esse tipo de campanha. No aspecto moral, não terei problema de consciência caso necessite futuramente de sangue ou até mesmo de transplante de medula. Coerente com o que penso (ver postagem abaixo sobre o Natal), ajo de acordo com. Ainda ontem, contribuí para uma doação de mil pães de cachorro-quente à Secretaria de Desenvolvimento Social de Santiago.
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