sexta-feira, 15 de outubro de 2010

DIA DO PROFESSOR

Tudo o que é dito ou escrito sobre o professor, todo discurso, ou fundamenta-se na realidade, ou não passa de idealização. No primeiro caso, o discurso segue mais ou menos a fórmula "o professor não é o único responsável pela péssima qualidade do ensino atual". Obviamente, aqui entrariam as causas imediatas e mediatas.  No segundo caso, a fórmula do discurso idealista começa com "o professor é aquele que (isto ou aquilo)". 
O Dia do Professor, à semelhança de todos os outros dias dedicados a alguém ou a alguma cousa, constitui-se no único momento em que se permite o ideal, a emotividade. À exceção da educação infantil, o professor é raramente visto como merecedor de homenagens. Certas instituições de ensino, entre as quais a URI, antecipam o feriado para o Dia da Criança, obrigando o professor a dar aulas no dia a ele dedicado. Isso demonstra que o realismo, sob o domínio da razão, começa a interferir nos devaneios sentimentais. 
Futuramente, pela própria razão, o mundo voltará a valorizar o professor. A frase que destaquei acima como exemplo para o primeiro caso, que cedo ou tarde acabará prevalecendo, já é um indício dessa valorização. Nestes tempos, vivemos a transição entre a infância e o adulto. O professor não tem chance com adolescentes, sujeitos de discurso ainda confuso entre o real e a idealização.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O POETA DA RAZÃO

"João Cabral de Melo Neto, um dos grandes poetas contemporâneos de Língua Portuguesa, construiu uma obra marcada por um estilo que beirava a engenharia. 
Em seus últimos anos de vida, João Cabral  vinha sendo insistentemente apontado como forte candidato ao Prêmio Nobel de Literatura, escolha que inauguraria a ainda inédita galeria dos brasileiros laureados com o maior dos reconhecimentos literários. Perguntado por um jornalista se desejaria ganhar o Nobel. Cabral respondeu: 'Quem é que não desejaria?'. Realista, fez questão de acrescentar: 'Mas não creio que haja possibilidade'. O poeta, que construiu toda sua obra privilegiando a razão, estava mais uma vez, coberto dela. Afinal, uma crítica frequente é a de que os critérios adotados para a concessão do Nobel de Literatura, em geral, parecem não valorizar de forma adequada os aspectos estritamente literários, concentrando-se mais nos políticos."
(Publicado na última edição da revista Literatura.)
Vargas Llosa foi premiado este ano por critérios notadamente literários de sua obra, a despeito de sua crítica à esquerda latino-americana.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

VEJA (A CONTRADIÇÃO DE DILMA)

Hoje recebi a revista Veja e percebo seu atraso numa rápida leitura da capa: a contradição não é um motivo que tenha relevância para os brasileiros. Aquele que se contradiz  não mais perde votos. Pelo contrário, no atual estágio de degeneração ética na política, ganha-se votos com a contradição, com a mentira.
Antes de 2002, os petistas citavam a revista frequentemente nas campanhas de seu candidato a presidente. A partir desse ano, passaram a acusar a revista de ser tendenciosa, conservadora etc. Não se reconhecem contraditórios. 
Infelizmente, já vivemos a época predita pelo grande Rui Barbosa.
A Veja perde tempo (e espaço) em evidenciar a contradição de Dilma Rousseff (ou de quem quer que seja).

terça-feira, 12 de outubro de 2010

MINA SAN JOSÉ

(Há algum tempo, deixei de ser o senhor do meu blog, controlador inquestionável das postagens que fazia ao bel-prazer. A relação agora é de subserviência à minha criação. Sou quase exigido a atendê-la diariamente. Ontem não o fiz, o que me força a apressar nesta manhã azul azulíssima de outubro.)

O mundo acompanha o resgate dos mineiros chilenos. O presidente do país, Sebastián Piñera, transforma esse final feliz num motivo para reunificação do Chile, dividido com as últimas eleições. A tragédia, cujo aspecto de maior dramaticidade era o tempo calculado para o salvamento, demasiado longo para que os mineiros sobrevivessem a 700 metros dentro da Terra, acabou não tendo o indesejado ápice da morte. Os familiares desses prisioneiros de Hades mudaram-se para a entrada da mina, onde pudessem acompanhar a difícil operação. O Acampamiento Esperanza transformou-se numa cidade. Os mineiros já pensam em ganhar dinheiro com a história, disputando entre si a ordem de seus resgates. Segundo o depoimento da mulher de um deles, todos querem ser o último para deter o recorde e ganhar maior notoriedade como herói. 
O início do resgate está marcado para as primeiras horas desta quarta-feira. Aguardemos ansiosamente. 

domingo, 10 de outubro de 2010

sábado, 9 de outubro de 2010

LIU XIA(OBO)

O nome da mulher de Liu Xiaobo é Liu Xia. E agora? O que se pode inferir dessa homonímia? Acaso?  Lei dá à mulher o mesmo nome do marido (com redução)? Ao marido, o mesmo nome da mulher (com acréscimo)? Em razão de completo desconhecimento das mais de trinta línguas faladas na China, a homonímia permanecerá um mistério. Um exercício para a imaginação.
Liu Xiaobo é ex-professor de Literatura, e Liu Xia é poetisa.  

PARADOXO DA CHINA



O ganhador do Nobel da Paz de 2010, o chinês Liu Xiaobo, encontra-se preso e não sabe do prêmio. Não imaginamos que algum guarda da prisão ou visitante (no Brasil, não faltariam rábulas, que não mais agem apenas na porta da cadeia) vai contar a Liu. O autor da notícia seria preso também. Liu Xia, mulher de Liu, é a única que está autorizada a contar sobre o Nobel. A visita já era para ter ocorrido, foi adiada para este domingo. O problema das autoridades chinesas consiste em ceder às pressões da opinião pública internacional ou não. A liberdade de Liu, nestas alturas, seria reconhecer os valores da democracia defendidos pelo ex-professor de Literatura, um golpe na ideologia do partido comunista (que mantém a ditadura no país). Manter o dissidente encarcerado, acusar o Prêmio Nobel de obscenidade, romper relações com a Noruega, entre outras medidas dessa natureza, provocará uma onda tsunâmica de críticas contra a política chinesa. De qualquer forma, ganha Liu em notoriedade.  

PÉ QUEBRADO

Nos anos oitenta, encontrava-me frequentemente com o Oracy para mostrar-lhe meus poemas, ouvir suas apreciações e tirar algumas dúvidas. Muitas vezes, ouvi o poeta falar em "pé quebrado", em relação ao verso escandido. Com a facilidade que sempre tive de fazer inferências, relacionava o "pé quebrado" com a quebra do ritmo, ou pela falta de uma sílaba, ou pelo excesso. 
Armindo Trevisan escreve o seguinte: 
"Na poesia clássica, ou seja, greco-latina, a menor unidade de verso era o , formado por duas ou mais sílabas, divididas em dois elementos: a tese e a arse. Para os gregos, a tese indicava o tempo forte, no qual se batia o pé (donde procede o nome); e a arse, o tempo fraco, no qual se erguia o pé. Para os latinos, invertiam-se as denominações.
"Transportados para uma língua neo-latina - como o português - os dois termos indicam as sílabas tônicas e as sílabas átonas. Em termos de versificação isossilábica (ou seja, na qual todas as sílabas tem peso igual), os esquemas clássicos podem ser reduzidos a quatro, dois binários e dois ternários".
O ritmo binário pode ser ascendente (jâmbico): a nuvem guarda o pranto. Começa com uma sílaba átona, seguida de uma tônica (o pé).  E pode ser descendente (trocaico): paira à tona da água. Começa com uma sílaba tônica, seguida de uma átona.
O ritmo ternário pode ser ascendente (anapéstico): tu choraste em presença da morte. Começa com duas átonas, seguidas de uma tônica. E pode ser descendente (dactílico): formas e ideias eu bebo. Começa com uma sílaba tônica, seguida de duas átonas. 
O último verso acima, de Fernando Pessoa, tem um pé em for-mas ei, outro em dei-as eu. 
Obviamente, dentro de um mesmo verso é possível as mais variadas combinações desses acentos ou pés. Você pode fazer as suas livremente. Para isso, não há lei nem regra. 
Por derradeiro, a unidade rítmica é chamada de porque os gregos marcavam o ritmo com o pé, tal como muitos músicos populares de hoje. 

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

NOBEL DA PAZ

O chinês Liu Xiaobo, ex-professor de Literatura, ganhou o Nobel da Paz deste ano. O novo detentor do prêmio é detento na China, por assinar a Carta 08, "petição formulada para exigir reformas políticas no regime comunista". Está preso por querer a liberdade (apenas um ideal em certos países do mundo, como na própria China, na Coreia do Norte, em Cuba...). As autoridades chinesas se irritaram com a distinção. 

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

GARCÍA MÁRQUEZ (A PROPÓSITO)

O escritor colombiano Gabriel García Márquez publicará no final deste mês seu novo livro, Yo no vengo a decir un discurso, compilação de 22 textos escritos para serem lidos em público. Depois de Memorias de mis putas tristes, GM não publicou mais nada. Oxalá esse livro não encerre o ciclo produtivo do autor de Cien años de soledad! A prosa referencial, crítica, marcou o início de sua carreira nos diversos jornais da Colômbia.  

VARGAS LLOSA É NOBEL DE LITERATURA

O escritor peruano Mario Vargas Llosa é o vencedor do Nobel de Literatura de 2010. O prêmio foi anunciado nesta quinta-feira na sede da Academia Sueca, em Estocolmo.
Nascido em 1936, o novelista e ensaista é considerado um dos maiores nomes da literatura em língua espanhola. Entre suas principais obras estão Os chefes, A cidade e os cachorros (Batismo de fogo), A casa verde, Conversa na catedral, Pantaleão e as visitadoras, A guerra do Fim do Mundo, Quem matou Palomino Molero  e Travessura da menina má.
O comitê informou em um comunicado que Vargas Llosa recebeu o prêmio "por sua cartografia de estruturas de poder e suas imagens vigorosas sobre a resistência, revolta e derrota individual".
Ele já foi condecorado com o Prémio Cervantes em 1994 e o Prêmio Príncipe das Astúrias de Letras Espanha em 1986, entre outros prêmios, e é membro da Real Academia Española desde 1994.
O Prêmio Nobel vem acompanhado de um prêmio em dinheiro de US$ 1,6 milhão.
Em 2009, o prêmio foi dado à escritora alemã Herta Müller, 12ª mulher a vencer o Nobel de Literatura.
(Li dois ou três livros de Vargas Llosa, em razão de minha preferência por García Márquez, J. L. Borges, Julio Cortázar, entre outros escritores americanos.)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A TRA(I)ÇÃO

O potencial cômico da postagem abaixo se amplia com a lembrança da traição da Manu: eleita pelos gaúchos a primeira vez, foi namorar com um deputado paulista.
(Os comentários que recebi também contribuem para o risível. Comentários não publicados aqui.)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

VOTO TIRIRICA PARA MANUELA

O paulista ri ao votar no Tiririca. Ou riso debochado, ignóbil, anarquista. Ou riso alienado, ignaro, simplista. O gaúcho ri de quem votou no Tiririca. Riso politicamente correto. O Tiririca ri para quem votou nele. De outra forma, ri de quem ri dos que votaram nele. Portanto, o palhaço ri dos gaúchos. Ri dos mais politizados. Tudo é risível no Brasil, fechando com a grave sentença (cuja autoria não se pode atribuir a De Gaulle) de que não somos um país sério. 
Após essas eleições, proponho uma nova designação para o voto inexplicável, inconsequente, descrito acima pelo riso correspondente: VOTO TIRIRICA.
Em Santiago, tivemos muitos votos que podem ser assim classificados. Começo por perguntar se há uma representação do PC do B na Terra dos Poetas. Pergunto se havia comitê de algum político do PC do B na  Terra dos Poetas. Pergunto se havia cabo eleitoral de algum político do PC do B  na Terra dos Poetas. Mais objetivamente, pergunto se Manuela d'Ávila veio à Terra dos Poetas alguma vez. Pergunto, por derradeiro, o que explica os 845 votos para Manuela d'Ávila na Terra dos Poetas. Mônica Leal, que veio à Terra dos Poetas diversas vezes, com comitê, carreata, cabo eleitoral, partido e muita simpatia, teve apenas 592 votos.
O que explica tantos votos para Manuela d'Ávila se não o fato de ela ser bonitinha (perto das demais candidatas)?  
Minha conclusão é de que o voto dado a Manuela d'Ávila pelos santiaguenses não é muito diferente do voto dado a Tiririca pelos paulistas. O nhenhenhém que tenta justificar que é assim a democracia não justifica, torna, isto sim, risível a própria seriedade. 

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

SLOGAN DA FEIRA DO LIVRO

Livros: janelas e portas que se abrem” é o slogan da 12ª Feira do Livro de Santiago. Uma excelente escolha, a começar pelo aspecto rítmico da frase (equivalente a um verso dactílico). Isso é relevante para a melhor fixação na memória de quem ouve (principalmente). O aspecto semântico é o que mais se destaca, todavia, singularmente poético pela metáfora duplicada, “janelas” e “portas”. Janelas e portas se abrem, pouco importando em que posição se coloca o leitor/ouvinte: dentro ou fora. A ignorância pode ser comparada a uma prisão, a um compartimento fechado, com pouca luz. A leitura, o conhecimento, antes de representar os olhos que veem mais e mais longe, consiste na mão que puxa o trinco das janelas ou gira a chave das portas. Abrindo-se umas e outras, o ar e a claridade entram para o bem de quem, até então, vegetava no interior da casa (óbice para o corpo e para a alma). De fora para dentro, o ato de “abrir portas” figura como novas oportunidades para quem bate, para quem deseja entrar em determinada empresa, em determinado grupo. Objetivamente falando, quem lê consegue entrar sem dificuldade no grupo dos que se expressam melhor, dos que se comunicam melhor. Em Santiago, por exemplo, alguns acabam desenvolvendo o gosto pela poesia. Os versos que produzem (para serem musicados também) não passam de lugares-comuns, já exaustivamente explorados, com a agravante do ritmo instintivo, sem qualquer aprimoramento técnico. Falta leitura para eles, leitura de outros poetas que chegaram até aqui com o beneplácito do tempo (o melhor crítico). Independentemente do sentido, referencial ou figurado, janelas e portas se abrem com os livros. Para estes, abre-se uma porta primeira mais uma vez: a Feira do Livro de Santiago.  

SANTIAGO ENCENA

Os santiaguenses devemos comparecer ao 14º Santiago Encena no Salão Nobre do G.S.S.G.S., de 06 a 09 de outubro de 2010. Festival imperdível.

domingo, 3 de outubro de 2010

O CAVALO NA FRINCHA DO TEMPO

Na última semana, recebi o livro O cavalo na frincha do tempo, de Vilma dos Santos Viana. A autora quer vir a Santiago para lançá-lo no Centro Cultural (ou na12ª Feira do Livro, dependendo de contato). Em dezembro de 2006, lançamos sua primeira obra: O ventre da Maria-Fumaça.
Vilma nasceu em 12 de junho de 1929, no município de Rio Pardo, RS. Antes de se dedicar a escrever, exerceu a profissão do magistério. Em Santa Maria, atuou por longo tempo como supervisora na área de Educação de Adultos do MEC/Fundação Educar. 
O prefácio do livro é assinado por Airton Ortiz, jornalista e escritor. Na primeira parte, Vilma narra sobre o carreiramento nos anos 30, lembranças e reflexões sem freio. Em seguida, um caderno de fotos lindíssimas de cavalos. Na segunda parte, publica um longo poema de exaltação ao cavalo, epigrafado por uma estrofe de Potro sem dono, de Paulo Portela Fagundes. Na terceira parte, a autora transcreve os principais lances com a participação do cavalo nas artes e na história dos povos. Em seguida, "o cavalo na poesia e na melodia", onde aparece um excerto do meu poema Cavaleiro (publicado em Ponteiros de palavra). Como encerramento, um depoimento de Antônio Augusto Fagundes sobre o livro. 
Hoje entrarei em contato com a escritora que reside em Porto Alegre, para saber se ela virá a Santiago para  lançar seu livro na feira.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

poesia

é preciso nuvem
para o
pôr do sol
.
é preciso
sol
para se pôr
.
e olhos
que se põem
nas nuvens
.
O poema acima é apenas um esboço do que é poesia, mescla de forma e conteúdo. Qualquer coisa não muito diferente. 

NOVA ESPERANÇA (OUTRA VEZ)

O secretário da Educação de Nova Esperança do Sul,  meu amigo Ben-Hur, convidou-me para fazer parte da comissão de avaliação dos professores no 3º Seminário Municipal de Formação Continuada. A deferência e o inusitado me levaram a aceitar o convite. Num esforço de última hora, li os 21 trabalhos antes de serem apresentados numa sala do Colégio São José. Sete apresentações na segunda-feira, sete na terça e sete na quarta. Três noites indo ao vizinho município e vindo de lá, feliz com a nova experiência. Os temas abordados foram os seguintes: A valorização do profissional docente nos dias atuais; A questão do bullying na instituição escolar; Como promover o sucesso e a permanência do aluno na escola; A importância da afetividade dos profissionais da educação nos processos de ensino-aprendizagem; O enfoque da temática ambiental como conteúdo programático da escola; A correta utilização dos profissionais de apoio... Fundamentado em meus muitos anos de vida e de leitura, fiz alguns questinamentos pertinentes (PARA APRENDER TAMBÉM).   

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

PARADOXOS

Na educação – A educação ambiental é um tema muito debatido nestes dias. Diz-se que a escola necessita evoluir, da simples abordagem de conceitos a práticas que despertem a consciência ecológica. Como chegar a isso sem interferir no paradigma que continua a mover a sociedade materialista, que torna equivalentes o maior consumo e a melhor qualidade de vida?
Na política – É discurso corrente que o brasileiro não sabe votar. Tão valorizado antes de uma eleição, o cidadão acaba sendo responsabilizado por tudo o que ocorre amiúde em todos os âmbitos da administração pública, cujos cargos e/ou funções são preenchidos eletivamente. Já virou jargão a frase que diz ter o povo o (des)governo que merece. Como aprender a votar se as opções são, em muitos casos, limitadas a dois ou três nomes, entre os quais não há um que assegure o êxito da escolha?
Na ciência – Em 1929, Edwin Hubble descobriu o afastamento entre as galáxias, comprovando-se a expansibilidade do Universo. Tal descoberta contribuiu enormemente para a teoria do Big Bang, uma vez que o movimento observado infere uma origem comum. Como explicar a exceção representada pela Via Láctea (a galáxia em que habitamos) e Andrômeda, em rota de colisão?
Na religião – Em várias passagens dos evangelhos, fica claro que Jesus Cristo pregava um modus vivendi despojado dos bens materiais, Obviamente, uma pobreza voluntária fiel aos preceitos cristãos. Em Mateus, por exemplo, lê-se em 6, 24: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro...”. Referindo-se a Deus e à riqueza. Em 19, 21: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu”. Como explicar o surgimento de uma igreja evangélica (neopentecostal) no Brasil, cuja doutrina mais atraente é a da prosperidade terrena?

terça-feira, 28 de setembro de 2010

PESQUISA ELEITORAL

Veja o absurdo que são as pesquisas, clicando no link abaixo (como entrevistar 250 em São Paulo e 4.000 em Pernambuco).