sábado, 31 de dezembro de 2011

ÚLTIMA REFLEXÃO

Cada um quer algo novo para o próximo ano. Digo algo no lugar de felicidade. Felicidade que não se viveu no ano findo. Não se viveu por forças externas, superiores à vontade individual, ou internas, na maioria das vezes inconscientes. De qualquer forma, apenas um milagre (que ocorria amiúde há dois mil anos)  poderá afastar os obstáculos, geralmente impostos pelos outros. Ainda que tal ocorra, o desejoso de felicidade não conseguirá afastar os próprios obstáculos. Essa dificuldade acaba adiando o desejado até o final do ano em curso e, ao cabo deste, uma aposta para o ano vindouro. Krishnamurti era muito objetivo nessa questão, ninguém poder alcançar algo, incluindo a felicidade, com um estado de espírito (desculpam-me esse clichê) que é a negação do ser feliz. 
Essas reflexões são inevitáveis e... aparentemente inoportunas. Mas não seria feliz neste momento caso não as fizesse. 

O INÍCIO DO MOVIMENTO

A Terra gira em torno do Sol há mais de 4 bilhões de anos. Ela não foge espaço afora em razão da força gravitacional (que age como uma corda que prende nosso planeta à estrela). Tampouco é sugada pelo Sol em razão da força centrífuga, causada pelo movimento curvilíneo. Um observador de fora do sistema solar não teria condições de determinar um ponto inicial do movimento observado. Na Terra, todavia, a inteligência ocidental (a partir de Roma) determinou um ponto: o primeiro de janeiro. Nesse dia, tem início o ano, mais uma volta da Terra em torno do Sol. Para outras culturas, como a judaica e a chinesa, o início do movimento tem datas diferentes. A passagem de ano, aqui, na China ou na cochinchina não passa de uma convenção. 
(Emprego o termo "cochinchina" no sentido figurado, uma vez que existe a Cochinchina, que é próxima da China.)

GEORGES MINOIS

Donna (Zero Hora) de hoje publica uma excelente entrevista com o historiador Georges Minois, autor do livro A Idade de Ouro - História da busca da felicidade.  
No primeiro olho editado, Minois expressa o seguinte: "O que as pessoas mais desejam é conforto material e diversão. Acima de tudo, sem reflexão, porque refletir é depressivo". 
No segundo olho: "Tento ser realista e lúcido, o que significa que sou pessimista. Valorizo a busca da verdade, não da felicidade".
Para definir o que significa a palavra felicidade, o entrevistado responde:
"Sou um historiador, portanto meu trabalho é estudar como as pessoas enxergaram a felicidade e tentaram alcançá-la, desde a Antiguidade até os dias atuais. Descobri que, quanto mais falam sobre felicidade, menos felizes as pessoas são. Essa procura virou uma obsessão, ao mesmo tempo em que nunca existiram tantas pessoas deprimidas. Quanto mais deprimidas, mas as pessoas falam de felicidade. "Seja feliz!' é a ordem do dia. Você deve ser descolado, otimista, descontraído. Se não é nada disso, sente-se culpado, deve procurar um analista e tomar medicamentos. Felicidade a qualquer custo. Isso é uma bobagem. O mais claro sinal de felicidade é quando você não pensa mais nisso. É como o que se fala sobre o diabo: seu melhor truque é nos fazer acreditar que ele não existe (o que é verdade, a propósito). A felicidade está presente quando você pensa que ela não existe".

PREVISÃO

Uma previsão me arrisco fazer, fundamentado nos anos anteriores: 2012 não será tão diferente do que foi 2011. Convido o leitor a olhar para trás, criticamente, tentando responder o que 2011 foi diferente de 2010, o que 2010 foi diferente de 2009... Desafio-o a elencar cinco itens importantes que fizeram seu 2008 diferente de 2007, por exemplo. 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

ESCLARECIMENTO

Para não se repetir mal-entendidos, críticas dirigidas a mim, esclareço que não participei da comissão que escolheu seis nomes para serem homenageados na próxima quadra da Rua dos Poetas (entre a Tito Becon e a General Canabarro). Da mesmo forma, aproveito esta nota para informar que deixei de pertencer ao Departamento de Literatura do Centro Cultural. 

DEUS - A QUESTÃO

Os ocidentais, sob a açambarcadora influência judaico-cristã, tomam Jeová, o deus de Israel, e o inominável como o mesmo deus, único e verdadeiro. A Bíblia é o registro do processo transformador de um deus  pessoal (pai e juiz), hipônimo como os demais deuses, em Deus, hiperônimo, aquele que justificaria o processo no sentido inverso. Povos e civilizações criaram seus deuses a partir de um poder sobrenatural que se acredita exceder o mundo. Esses deuses, todavia, nunca transcenderam seus criadores, relegados ao mito. Os olimpianos constituem o melhor exemplo do declínio religioso. Eles eram indisfarçáveis criaturas antropomórficas, imagem e semelhança dos gregos. Por que Zeus, Odin e Quetzalcoatl são diferentes de Jeová, Brahma e Alá? Os três primeiros já foram desmistificados por outra cultura emergente, local ou estrangeira, religiosa ou filosófico-científica. Os três últimos continuam à frente do judaísmo, do cristianismo, do hinduísmo e do islamismo. Tais religiões vigem atualmente. Por isso seus deuses são inquestionáveis, considerados por seus adoradores como eternos. 
Meu ateísmo é produto de uma  visão atemporal (passado-presente-futuro), que considera todos os deuses já destronados, desvelados em sua pessoalidade. 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

INTROMISSÃO DO FACEBOOK

Olá Fulano(a)
Froilam Oliveira está convidando você para participar do Facebook. Uma vez que estiver participando, você poderá ver atualizações, fotos e muito mais de todos seus amigos... e compartilhar suas próprias!
Froilam Oliveira
369 amigos · 4 fotos · 20 mensagens do mural

Em meu nome, o Facebook está enviando a mensagem acima para as pessoas, como se eu as convidasse para participar dessa rede social. Outras mensagens dão conta que Fulano(a) de tal aceitou meu convite (que não fiz).
Minha opinião sobre o Facebook já é conhecida. Logo excluirei minha conta. 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

AS TRÊS PAIXÕES

Van Gogh esteve apaixonado por três vezes. Em Londres, onde trabalhava numa filial da Galeria Goupil, apaixonou-se pela filha de sua senhoria, EUGENIE. Ela, todavia, estava prometida em segredo com outro homem, riu e rejeitou Vincent. Em Etten, na Holanda, apaixonou-se pela prima, KEE VOS, viúva que preferiu manter-se fiel à memória do finado marido. Em Haia, janeiro de 1882, conheceu CHRISTINE SIEN (Clasina Maria Hoornick), prostituta que tinha um bebê e estava grávida de outro. A litografia acima, Tristeza, teve como modelo Sien. A ligação entre os dois não durou. Depois do parto, ela voltou a beber e ele não teve mais como ajudá-la.
Para esquecer essas pessoas que não corresponderam ao seu sentimento arrebatador, Van Gogh dedicou-se, primeiramente, à religião e depois à pintura. A arte o faria uma das três grandes referências dos movimentos pictóricos do século XX  (entre os quais o Expressionismo). 

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

CAMPO DE TRIGO

COM PERDIZ


COM CIPRESTES


COM CORVOS



Entre as temáticas pintadas por Van Gogh, destacam-se os campos com sua luminosidade intensa (advinda dos trigais maduros). 

FOTO DA IGREJA MATRIZ

Em 1983, pintei a velha matriz de Santiago para a Dona Renita Andretta. Hoje quero pintá-la outra vez para o Museu Pedro Palmeiro. Dessa forma, peço aos leitores deste blog que tenham a foto da igreja, de preferência colorida, que me enviem por e-mail (froilam.oliveira@gmail.com). Prometo retribuir com uma pintura a óleo a quem me prestar esse favor.

EDENI NO FANTÁSTICO

Domingo passado, o Fantástico apresentou o quadro Álbum de Família, em que o entrevistado mostrava  fotos de outros natais. A primeira participação foi da Edeni Fiorenza, prima que nasceu e mora no Rio de Janeiro. Ela aparece em companhia das filhas e dos sobrinhos (filhos do Laércio). Há 18 anos não vou ao Rio, onde vivi por algum tempo. No álbum da família, vejo uma foto três-por-quatro da minha avó, Maria Colpo.
Para ver a reportagem, clicar aqui.

ANO-NOVO?

Da mesma maneira que já me cansei de apontar as contradições entre a religiosidade e o materialismo que mesclam no chamado "espírito natalino", encontro-me cansado de enumerar os erros do nosso calendário e as (in)consequentes mitificações que dele se originam. Erros matemáticos: a duração do dia não é de 24 horas exatas, mas de um acréscimo que, a cada quatro anos, resulta num dia a mais. O "ano bissexto" é a prova evidente de um erro grosseiro. Mas os ocidentais, cuja civilização se sustenta na razão, pouco se importam com isso. Não é uma bagunça o número de dias atribuído a cada mês? Erros linguísticos: setembro, outubro, novembro e dezembro, por seus radicais (em português, espanhol, francês, italiano, alemão, inglês etc.), designam, respectivamente, sete, oito, nove e dez. Por que são, respectivamente, os meses nove, dez,onze e doze? Óbvio, segundo o calendário antigo, o primeiro do ano ocorria no primeiro dia de março. Por que julho e agosto têm esses nomes, com 31 dias cada um (quebrando a alternância observada até então)? Por que o início do ano mudou de março para janeiro? Por que outras culturas, como a judaica, por exemplo, a passagem do ano ocorre noutra data? O leitor soubesse responder essas perguntas acima, seguramente, deixaria de mitificar em torno do calendário. É uma fraqueza humana que institui o ritual da passagem, atribuindo à vida uma necessidade de se submeter a ciclos temporais. O ano-novo é uma mera convenção cultural, um motivo até certo ponto justificado para se fazer festa, não para crer que algo mude em essência. A linha do tempo é contínua. Mas para que (re)afirmar essa verdade? A maioria das pessoas quer mesmo é ter um motivo para suas crenças em poderes mágicos, em milagres que excedam a mediocridade em que se tornaram suas vidas. 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

ALTA VELOCIDADE

Todo fim de semana, no Rio Grande do Sul, 15 a 20 pessoas perdem a vida em acidente automobilístico. A maioria dessas pessoas são jovens. A mídia denomina tais acidentes violentos de "tragédia", "fatalidade". Discordo. Essas palavras dão a entender que o homo automobile é vítima frente a um destino inexorável, isentando-o de ser ele próprio a variável causadora. Não é assim. 
A alta velocidade não é um mal que exista fora do homem, mas o resultado de uma de suas pulsões (que Freud chamou de "tânatos", porque busca inconscientemente a morte ou a destruição). 

BEM UNIVERSAL

Tales de Mileto, o primeiro filósofo ocidental, defendia que a água era o princípio de todas as coisas. (Nietzsche tirou dessa afirmação estranha algumas conclusões sérias, principalmente sobre a origem e unicidade do universo.) Se substituirmos "todas as coisas" por "vida", o absurdo se desfaz, e a sentença adquire status de verdade. 
Nesse fim de semana, fui ao Rincão dos Machado. A grande novidade de lá, impossível de ser ignorada, consiste na água distribuída a todas as casas, a partir de um poço semiartesiano aberto no rincão. Ainda me lembro de verões distantes, quando carregava água em baldes e latões de uma vertente inesgotável e de difícil acesso. Minha mãe ficaria muito feliz com esse conforto.
Quase trinta famílias são beneficiadas, do Rincão dos Machado ao Passo da Cruz. Em cada casa há um hidrômetro, o qual passa a ser controlado com a precisão que exige a necessidade coletiva. Não é o caso de pagar mais pelo excedente consumido, isso deve ser evitado.  
Não acho corretamente ecológico explorar os lençóis freáticos. Essas reservas de água devem ser destinadas ao futuro, quando o homem não tiver outra opção para purificar a água que ele mesmo poluiu. Pequenas represas nos rios da região, avizinhadas por microestações de tratamento d'água, farão parte de um processo necessário que evitará o esgotamento e (pior que isso) a poluição dos depósitos subterrâneos. 

VAZIOS DE CONTEÚDO

Duas coisa deprimentes nos dias que antecedem o Natal: as pessoas se acotovelando dentro das lojas e os discursos natalinos. Notadamente, são vazios de conteúdo. 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A FOTO


Um concurso da Unicef escolheu como Foto do Ano a imagem de um garoto recolhendo materiais de um lixo tóxico de Gana, África. 
- noticias.uol.com.br

TRÂNSITO

A proibição da conversão à esquerda na Sete de Setembro com a Pinheiro Machado, sentido bairro-centro, acusam os críticos inconformados com essa pequena mudança, diminuiu o movimento no supermercado da Tritícola. Por que não voltar a ser mão dupla na quadra em frente a esse estabelecimento comercial? Obviamente, para quem descesse a Pinheiro até a Sete de Setembro teria  a única opção de dobrar à direita.
Cantei a pedra: as quadras contíguas ao estacionamento pago encontram-se lotadas de automóveis. Nesta manhã, não havia vaga na Benjamin Constante (entre a Pinheiro e a Bento) e na Bento (entre a Benjamin Constant e a Getúlio Vargas). Na quadra do Círculo Operário, Fórum e Centro Empresarial, a média de automóveis estacionados continua sendo mais ou menos três. 
Em cada parquímetro deve estar de plantão um funcionário da empresa Rek Parking. Meus parentes que vêm do Rincão dos Machado, certamente, não sabem lidar com o aparelho (dez vezes mais difícil que máquina de refrigerante). Para eles, a melhor opção é amarrar seu pingo bem afastado do centro, debaixo de uma sombra (de preferência).  

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

GUIA DOS 50 LIVROS

DECEPCIONANTE o Guia dos 50 livros mais interessantes da história. Sua autora, Priscila Gorzoni, agrava ainda mais esse título com o aposto Uma seleção das obras de ficção que marcaram e mudaram os rumos da humanidade. Quanta importância!
Bem feito para mim, que não aprendi com Os cem melhores poetas brasileiros do século, elaborado pelo jornalista José Nêumanne Pinto. Neste livro, editado em 2004 (a qual século se referiu?), a decepção não se origina dos nomes elencados, mas dos textos que identifica cada poeta.
O guia dos 50 livros, também de uma jornalista, faz a seguinte seleção: As mil e uma noites, Os lusíadas, Dom Quixote, Robinson Crusoé, As viagens de Gulliver, Cândido ou o otimismo, Werther, Os devaneios do caminhante solitário, Walden, O chamado selvagem, Frankenstein, Eugénie Grandet, O nariz, Oliver Twist, A queda da casa de Usher, Os três mosqueteiros, A moreninha, Jane Eyre, O morro dos ventos uivantes, A moradora de Wildfell Hall, Moby Dick, Madame Bovary, Os miseráveis, Alice, Viagem ao centro da Terra, Crime e Castigo, Guerra e paz, As aventuras de Huckleberry Finn, A taberna, A ilha do tesouro, Memórias póstumas de Brás Cubas, O retrato de Dorian Gray, Aventura inéditas de Sherlock Holmes, A máquina do tempo, Drácula, O coração das trevas, Os embaixadores, A mãe, O retrato do artista quando jovem, O processo, Mrs. Dalloway, O assassinato de Roger Ackroyd, Um nenhum e cem mil, Macunaíma, O quinze, Nas montanhas da loucura e A náusea
Dessa relação, muita coisa pode ser criticada negativamente, inclusive por um leitor que não entenda bulhufas de literatura. A primeira conclusão a que chegaria esse leitor hipotético: 8% dos livros que "marcaram e mudaram os rumos da humanidade" são brasileiros, obviamente, um percentual muito elevado. Diga-se de passagem, mesma proporção da Rússia. Um pouco de conhecimento, e outro leitor se espantaria com a inclusão de A moreninha, romance romântico de Joaquim Manuel de Macedo, ficando de fora os infinitamente superiores Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa, e A paixão segundo G.H., de Clarice Lispector. Qualquer romance de Graciliano Ramos é melhor que O quinze, de Raquel de Queirós. Mais leitura, e o leitor estranharia a inexistência dos latino-americanos, entre os quais, J.L.Borges, Julio Cortázar, García Márquez, Alejo Carpentier, Miguel Ángel Asturias, Augusto Roas Basto, Juan Carlos Onetti, José María Arguedas, Mario Vargas Llosa, Juan Rulfo, Carlos Fuentes, entre outros. Da América do Norte, nada de William Faulkner e Ernest Hemingway. 
Da Europa, ficaram de fora Aldous Huxley, George Orwell, Marcel Proust, Albert Camus, José Saramago, Hermann Hesse, Laurence Sterne, Umberto Eco, para citar os mais conhecidos. 
Minha Biblioteca Ideal (já postada neste blog), modéstia à parte, é incomparavelmente superior a esse Guia dos 50 livros. Assim que passar as descargas elétricas, reedito minha biblioteca.  


GALO ANUNCIADOR

o galo
        gira
        e ringe


no alto
da chaminé


crista
de ferrugem


o galo
         ringe
         e gira


muda 
o tempo

FALTA D'ÁGUA

Um anônimo babaca fez um comentário sobre minha postagem "Calçada do Banco do Brasil", defendendo que o banco lava as calçadas para melhor atender ao público. Ofendeu-me com os clichês comuns aos maledicentes covardes, que se escondem no anonimato. 
Há pouco, estive na Prefeitura, onde ocorria uma reunião com presidentes de bairros e lideranças locais. Na pauta, a falta de água no município de Santiago. Os poços secam no interior e a população recorre ao poder executivo, que atende à demanda com a colaboração dos bombeiros e da 1ª Bda C Mec. A água levada às localidades deve ser potável e sai da sede do nosso município, onde uma instituição bancária federal gasta água por uma manhã inteira para lavar a calçada em volta de seu prédio (segundo um anônimo babaca, para receber melhor seus clientes).
Outro assunto da reunião na Prefeitura foi o trânsito. Alguns líderes locais, que fazem oposição à bela administração atual, não querem a mudança na esquina da Sete de Setembro com a Pinheiro Machado, a qual passa a impedir a conversão à esquerda para quem se desloca por aquela rua (no sentido bairro-centro). 
Vou mais longe: aqui, em frente ao Banco do Brasil, deveria ser proibida a conversão à esquerda para quem sobe a Benjamin Constant. Aliás, todas as conversões à esquerda deveriam ser proibidas. Pelo menos nos cruzamentos de maior movimento, no centro da cidade.