terça-feira, 16 de julho de 2013

A GRANDE INVENÇÃO

A enciclopédia DNA ensina "como fazer" à grande estrutura (o corpo), para que tome providências no sentido de provocar o encontro entre dois gametas ou células carentes de um conjunto de cromossomas. 
A autoconsciência dessa estrutura viva, envergonhada da função natural a que se submete, inventa o amor. 
Desde então, para o homem, o mundo virou artifício (no âmbito discursivo). 

MC (MORTO EM CAMPINAS)

Uma reportagem no Fantástico passado girou em torno do assassinato do MC Daleste. O cantor de funk fora atingido por um tiro no abdômen no momento em que se apresentava num show em Campinas (SP).
O questionamento é saber quem atirou no rapaz e qual o motivo que o levaria a esse ato de desatino.  
No velório de MC Daleste, seu pai afirmou incisivamente que o assassino foi motivado pela inveja. 
Antes desse doloroso desabafo, assistindo à reportagem domingo, eu concluíra pelo ciúme, que inclui a inveja entre suas definições. A pequena diferença entre inveja e ciúme não invalida a tese. A ambição de ter o que o outro tem e o sentimento de perda se associam no caso do MC assassinado. 
A propósito, outros quatro ou cinco MC foram mortos em São Paulo, supostamente pelo mesmo motivo.
Quem mataria por inveja ou por ciúme?
O MC consegue rapidamente fama e dinheiro (mais que os anônimos seguidores do funk). Atrás da fama e do dinheiro, vem as mulheres fãs do funk.  Esse gênero musical é exclusivo para uma classe que ascende no Brasil: os comerciantes de droga. Ricos também, não desfrutam da mesma fama dos cantores. Da mesma forma, não arrastam as mulheres funkeiras menos ligadas ao crime organizado.
Quem mata em São Paulo (ou em qualquer parte do país) sem problema algum? Os psicopatas o fazem com menos frequência.
Portanto... 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

FILIAÇÃO DIVINA X MAL

Um dos memes que ainda exerce pressão sobre o comportamento do homem ocidental foi gerado pela cultura judaico-cristã. Como imagem e semelhança do deus muitíssimo bondoso que o criou, ele necessita provar continuamente essa origem divina. Não o consegue, todavia, em quase todos os momentos de sua vida. 
À exceção dos ascetas e santos, cada vez mais raros, o mal se sobressai nas pulsões mais profundas da natureza humana, cujos assomos são incontroláveis pela razão. 
A sociedade, constituída por centenas, milhares ou milhões de indivíduos, apresenta destes as mesmas características (elevadas à quinta potência). 
O exemplo da droga é oportuno para ilustrar o que é acima expresso. Os arautos midiáticos da nossa sociedade são unânimes em propalar que a droga é um dos grandes problemas atuais, passando-se a ideia de que não há solução exequível. O mal, bastante conhecido nas grandes cidades, hoje se alastra por todos os ambientes sociais. Inclusive no campo, onde não imaginava chegar a droga as cabeças mais ingênuas e saudáveis. 
A droga não está na genealogia do verdadeiro problema, não é causa, mas consequência de um desequilíbrio, de um desajuste no homem. O drogado representa a causa primeira, que leva à existência do fornecedor, do traficante, do comércio ilícito e violento. 
Não cito aqui (como argumento de autoridade) o genial Thomas Szasz, antipsiquiatra húngaro. Basta lembrar o discurso de Pablo Escobar, que jogou a verdade na cara da nossa  civilização. Para ele, a gigantesca demanda norte-americana forçava o envio da droga por avião, submarino, ou "mula". 
Em Santiago, falta traficante (considerando-se a demanda, que servia de justificativa para o chefe de cartel colombiano). Muitos santiaguenses, mais do que pode apurar a estatística, são usuários de droga. 
Cabe a classificação de "doença" à dependência desses usuários? (Não está mais para fraqueza de caráter, sem-vergonhice?) Mas é forçoso fazê-lo, visando salvaguardar a crença na grandeza do homem, em sua perfectibilidade subjacente.

VESTE

o amor é veste
             cerzida
com linhas
de mil palavras
para encobrir
        a nudez(a)
ainda in-
          civilizada

sábado, 13 de julho de 2013

COSMOGONIA

futuro:
o nada se retrai
para o ser
(em expansão)

presente:
o limite exato
do universo

passado:
o espaço-tempo
expandido
(dentro)

sexta-feira, 12 de julho de 2013

POESIA

desafio:  transmutar
a linguagem
–  metáfora
do ser –
em metáfora
da linguagem,
isto é,
poesia

quinta-feira, 11 de julho de 2013

CAIXA DE PANDORA BRASILEIRA

Um dos preconceitos mais difundidos no país afirma, peremptoriamente, que o brasileiro não sabe votar. 
Não houve sindicato de qualquer uma das classes trabalhadoras que deixou de votar em Dilma Rousseff para presidente. Correto? Correto.
Dessa forma, os trabalhadores e seus líderes não saberiam votar, uma vez que passam a protestar contra a política do governo que elegeram. Correto? Errado.
Tampouco tenho razão em elaborar um preconceito substituto, de que o brasileiro não tem é opção. Qualquer uma delas levará a um governo que, cedo ou tarde, será pseudoavaliada como equivocada.
A verdade, inexistente nos preconceitos, deve ser buscada numa análise do sistema político vigente.
As primeiras vozes já começam a ser ouvidas no sentido de se fazer uma reforma política. Todavia, uma mudança política mudará seu agente, o homem? Não, absolutamente.
Por isso, uma das bandeiras mais presentes nos protestos é a da educação - esperança que, por derradeiro, deixa a "caixa de pandora" brasileira.

SISTEMA SOLAR


Uma equipe da NASA mapeou as fronteiras do nosso sistema e descobriu que há uma combinação de partículas em movimento na "cauda" da "bolha". 
A distância do Sistema Solar do centro da galáxia é de 33.000 anos-luz, em torno do qual gira a uma velocidade de 250km/s (ou 900.000 km/h).
Na ilustração acima, o Sol é o ponto luminoso no centro do círculo. Do ponto em que se coloca o observador da foto, a Terra não é vista a olho nu, a um milímetro do ponto brilhante. 
Nosso planeta acompanha o Sol com a velocidade acima, além de girar em torno do Sol, a uma velocidade de 107.000 km/h, e em torno do próprio eixo, a uma velocidade em torno de 1.666 km/h (que multiplicada por 24h, duração do dia, vai dar os 40.000 km da circunferência da Terra). Essa velocidade de rotação é a única que percebemos,  tendo como referência o Sol (que aparentemente se desloca em relação à linha do horizonte).


quarta-feira, 10 de julho de 2013

PÁSSARO TEMPO



a poesia me resgata
do trágico
sorvedouro
de corações
                  e mentes

o medo da morte
não fiz tema
de um discurso
ad misericordiam

o romantismo tardio
afetado
egocêntrico
me dá náuseas

sou mais real
que o rei
porque sei
sua origem
nos contos de fada

no entanto
sonho
com um pássaro
de asas imensas
chamado 
               tempo

SÁBADO


1.
as violetas
(ab)sorvem o azul
da janela
e pintam
um jardim
dentro de casa

2. 
o jornal
verte tinta
da impressão
e o cheiro de café
acompanha
                tua voz

3. 
lá fora
granadas de sol
contra as vidraças
seus estilhaços
enchem a manhã
de claridade

4. 
o ócio
para este dia
insubstituível
suspenso seja
o ofício
- é sábado

segunda-feira, 8 de julho de 2013

RIO GRANDE À FRENTE


Um estudo sobre eventos literários no Brasil, apresentado na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) deste ano, o Rio Grande do Sul aparece em primeiríssimo lugar. Anualmente, o nosso Estado realiza em torno de 130 eventos, muito acima de São Paulo (27), Rio de Janeiro (24), Minas Gerais (14) e Santa Catarina (10). Essa superioridade demonstra duas coisas, causa e consequência uma da outra: 1) as feiras de livro e festivais de literatura propiciam maior volume de leitura aos gaúchos; e 2) o maior volume de leitura dos gaúchos exerce uma pressão para a realização de eventos culturais na área das letras. A Feira do Livro de Porto Alegre é a mais antiga do país; a Jornada Nacional de Literatura deu a Passo Fundo, sua cidade sede, o título de Capital Nacional de Literatura; Santiago passa a organizar a 15 ª edição de sua Feira do Livro, que vem crescendo em número de visita e na venda de obras impressas. Sobre esse crescimento, penso que o evento é uma excelente oportunidade aos novos leitores santiaguenses, quem sabe já o resultado vivo da própria feira. Os dados em nosso favor, todavia, abastecem fracamente uma luzinha no fim do túnel (ou da caverna platônica). Em média, lê-se muito pouco (visando erradicar a falta de instrução, de conhecimento, que sabemos ser uma carência de âmbito social). O cidadão leitor compreende mais facilmente o porquê de suas crenças, de suas opiniões, de seus valores etc. Sem o domínio cognitivo, não há transformação efetiva da realidade. 
A nossa feira do livro é um evento significativo para a cultura da Cidade Educadora e Terra dos Poetas.

domingo, 7 de julho de 2013

BRINCADEIRA!!!

Por que ninguém fala sério sobre alguns problemas de caráter que identifica o homem brasileiro? Essa falta de seriedade já denuncia um dos problemas. 
O Dicionário Houaiss atribui três antônimos para o substantivo seriedade: ardil, indecência e indiferença. Basta tomarmos exemplos vivos da nossa realidade e aumenta o número desses contrários. 
O que aconteceu com Anderson Silva na luta contra norte-americano Chris Weidman? Os lutadores de UFC dizem que o brasileiro é arrogante (que não se pode confundir com sério). A mídia dos EUA o chamou de "petulante", "teatral" (que é falta de seriedade). 
Foi fazer gracinha na frente de seu oponente (que não é páreo para  um Anderson sério). 
Assistam ao vídeo  

sábado, 6 de julho de 2013

MERCADO PÚBLICO EM CHAMAS

Um incêndio de grandes proporções atinge o Mercado Público de Porto Alegre. 

LITERATURA

Cláudia Laitano publica a matéria Movimentos da literatura brasileira no caderno Cultura, ZH deste sábado. A jornalista transcreve o resultado de estudos apresentados na Flip, em Paraty, sobre o atual momento da literatura brasileira. 
Eis alguns dados:
Autores mais citados por pesquisadores doutores de literatura brasileira: 
Machado de Assis, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Graciliano Ramos e Mário de Andrade. 
Número de fãs no Facebook:
Machado de Assis (38.642), Guimarães Rosa (2.431), Clarice Lispector (743.000), Graciliano Ramos (588), Mário de Andrade (18).
Autores vivos mais citados por pesquisadores doutores de literatura brasileira:
Milton Hatoun, Rubem Fonseca, Manoel de Barros, Chico Buarque e João Gilberto Noll.
Autores mais estudados no Exterior:
Machado de Assis, Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Jorge Amado e Carlos Drummond de Andrade.
Autores vivos mais estudados no Exterior:
Chico Buarque, Milton Hatoun, Rubem Fonseca, Antonio Candido, Bernardo de Carvalho.
Autores mais citados em livros didáticos no Brasil:
Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Manuel Bandeira, Luís de Camões, Oswald de Andrade e Laerte.
FEIRAS/FESTIVAIS DE LITERATURA REALIZADOS POR ANO NO BRASIL, POR ESTADO:
Rio Grande do Sul (130), São Paulo (27), Rio de Janeiro (24), Minas Gerais (14), Santa Catarina (10). 

Este último dado é interessante para nós, gaúchos. A diferença entre o Rio Grande do Sul e São Paulo é equivalente a uma goleada de 5 x 0. 
Os santiaguenses estamos certíssimos em promover mais uma Feira do Livro. O número de livros vem crescendo a cada edição da feira, o que demonstra duas coisas: 1) a Internet é uma ferramenta que tem colaborado para desenvolver novos leitores e aumentar a demanda por livros impressos, contrariando previsões apressadas; 2) a própria feira em Santiago é também responsável pela formação de novos leitores, o que fica provado pelo aumento  na venda de livros a cada edição.  

sexta-feira, 5 de julho de 2013

UM LEITOR

JORGE LUIS BORGES principia o poema Un lector com os seguintes versos:
"Que otros se jacten 
de las páginas que han  escrito;
a mí me enorgullecen las que he leído"



quinta-feira, 4 de julho de 2013

PATRONO DA FEIRA DO LIVRO

Na terça-feira, dia 2, fui escolhido para patronear a 15ª edição da Feira do Livro de Santiago. 
A demora de dois dias para me manifestar sobre o fato em si confirma a dificuldade - não exclusivamente minha - da superestimação própria. 
Soma-se a esse aspecto, a falta de palavras para expressar o sentimento. Elas que me são tão profusas e lépidas para as ideias.
Pouco voluntarioso a me abrir sobre os assuntos da alma, sou instado a confessar agora a grande alegria de estar à frente desse evento importante para a cultura santiaguense. 
A consciência dessa importância me faz diligente desde já em bem exercer a função a que fui investido.
O lema escolhido para este ano é "LIVRO: PASSAPORTE PARA O SABER". 
Coerente com o lema da edição anterior, que foi "Ler: embarque nesta estação". 
A viagem é certa, rumo à Estação do Conhecimento.  

POEMA

o corpo é torre
onde a alma
se prende
com suave
            aldrava

o corpo é frágua
onde a alma
se forja
com sopros
            de nada

o corpo é tábua
onde a alma
se salva
com o advento
          da água

densa matéria
não sublimada
o corpo
é precária  
               alma
         

quarta-feira, 3 de julho de 2013

98,4%

Há um dado na postagem abaixo que gostaria de repetir: o homem e o chimpanzé compartilham de 98,4% do mesmo DNA. Não sou biólogo, para observar o DNA de cada um deles, mas considero verdadeiro o resultado a que chegaram os cientistas. Só um ignorante ou louco poderia duvidar de tal dado. Infelizmente, os criacionistas (que não sou ignorantes ou loucos) duvidam da evolução das espécies. 
Aproximadamente, há sete milhões de anos, as duas espécies se separaram, para nunca mais se reencontrarem. Por isso os primatas do gênero pan não mais se transformam em gente (do gênero homo), como insinua um argumento que debochava de Darwin. A espécie de chimpanzé se dividiria há três milhões de anos, dando origem a outra espécie: o chimpanzé pigmeu.
A percentagem de 98,4% impossibilita a teoria estapafúrdia de que os humanos vieram de outro planeta. Mas isso é outro papo. Por enquanto, contento-me com o desmistificar o criacionismo bíblico. 

DO BIG BANG A NÓS


O Big Bang ocorreu há 13,7 bilhões de anos. O Universo se expandiu, constituindo-se as galáxias. Depois de passados 8,7 bilhões de anos, num recanto espiralado da Via Láctea, formou-se uma pequena estrela de Hidrogênio – o Sol. Entre seus planetas sólidos, a Terra passou a orbitar na zona “Cachinhos Dourados”, nem muito quente, nem muito frio. No primeiro bilhão de anos, o planeta girou em torno do Sol sem o mínimo sinal de vida. Um bilhão é equivalente a mil milhões. Lentamente (tratando-se de milhões de anos), começam a se desenvolver entes unicelulares. Três bilhões ainda demorariam para acontecer a Explosão Cambriana, quando os continentes foram tomados pela biodiversidade. É cedo para perguntar sobre o homem. Trezentos milhões de anos decorreriam até surgir até surgir os grandes répteis durante a Era Mesozoica. Os dinossauros reproduziram-se por 190 milhões de anos, até sua extinção há 65 milhões de anos, em decorrência de uma brusca mudança climática provocada pela queda de um grande meteoro. Alguns milhões de anos mais tarde, surgiram os mamíferos. Dessa classe, desenvolveu-se a ordem dos primatas, que daria origem a diversas espécies. Entre seis e sete milhões de anos atrás, ocorreu a última divisão na família hominidae: chimpanzé (para um lado) e homem (para outro). As duas espécies compartilham de 98,4% do mesmo DNA. Há quatro milhões de anos, nossos ancestrais evoluíram para o bipedalismo e, consequente maior utilização das mãos. Dois milhões de anos até o fabrico da machadinha de pedra. A saída do ambiente florestal para a savana, levou à perda parcial dos pelos. Um milhão e meio de anos mais tarde (sempre em torno de), o homem passou a dominar o fogo, indispensável para a própria sobrevivência. Com o homo sapiens, a linguagem oral deu um salto significativo, uma longa história que nos levou à sistematização da escrita (há 5.300 anos). Antes disso, no Crescente Fértil, passamos a domesticar plantas e animais. É desse tempo e lugar a criação dos primeiros deuses.

terça-feira, 2 de julho de 2013

DEUS BOM <> HOMEM BOM


A definição de antropomorfismo é clara como a luz solar ao meio-dia: “crença ou doutrina que atribui a Deus ou a deuses forma(s) ou atributo(s) humano(s)”. Todos os deuses foram ou são a imagem dos homens. Os judeus, inteligentemente, inverteram a ordem: Deus criou os homens à sua imagem e semelhança. Essa crença condiciona a civilização ocidental nos últimos dois milênios, por isso a impressão dos ocidentais é de que o deus judaico-cristão é único e verdadeiro. Muitos outros deuses foram e são desmistificados a cada avanço da filosofia e da ciência. O que se pode dizer do homem (judaico-cristão) pela caracterização discursiva de seu deus? O homem é bom. Deus, infinitamente bom, existe para justificar a bondade humana. O próprio termo “humano” passou a significar bondoso. Quando uma ação má contradiz o autoendeusamento do homem, imediatamente diz-se que é influência demoníaca, loucura, doença ou fruto de uma escolha equivocada. Como o mal, não raro, confunde-se com o ser do homem, introduz-se a ideia do livre-arbítrio. Por intermédio dessa falácia, continuaria preservada a imagem divina no homem. A despeito de sua natureza benigna, ele acaba fazendo escolhas erradas, pelas quais iria responder no dia do juízo. Engraçado é que essas escolhas erradas não comprometem a natureza, que continuaria preservada em sua essência. Todo mal seria perdoado ante o arrependimento derradeiro de quem o pratica ao longo de sua vida. Um fato atual, as manifestações de rua em nosso país. Os governantes, a mídia e o senso comum são unânimes em distinguir os manifestantes autênticos dos baderneiros (ou vice-versa). Os últimos não pertenceriam à sociedade, que os tomam como bárbaros. O vandalismo, o furto, o roubo, o assassinato, tudo o que acontece de ruim é tido como algo à parte, não resultante da natureza humana, idealizada pela mitologia judaico-cristã. O homem é bom, porque foi criado por um deus infinitamente bom.