
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
DEFEITO ORIGINAL DOS FILÓSOFOS

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
SIM E NÃO
Tudo em minha vida é uma decorrência inexorável de um sim ou de um não. De um sim ou de um não que disse em algum momento pretérito. Em incontáveis momentos, fui forçado a dizer sim; noutros, a dizer não. Em incontáveis momentos, disse sim e disse não por vontade própria. Do sim ou não que disse livre e espontaneamente, seguindo a lógica ou a intuição, raras vezes me arrependi da escolha. Do sim ou não que me foram impostos por alguém, pelas leis, pelas circunstâncias etc., muitas vezes, acabei sofrendo consequências previsíveis. Por esse viés, compreendo melhor Jean-Paul Sartre: o inferno são os outros. (...) Um simples sim, como me sentar numa cadeira, quando era para permanecer de pé. Um irrelevante não, como me levantar da cadeira, quando era para permanecer sentado. Um pusilânime não, quando era para ter dito um corajoso sim. Um sacrossanto sim, quando melhor convinha um não profano. (...) Pensamentos, palavras e atitudes de afirmação ou de negação, ou por iniciativa minha, ou por influência alheia, trouxeram-me até aqui, exatamente onde estou e como sou. E caso tivesse feito outra opção, o não pelo sim, o sim pelo não? Isso era factível, bastaria que me sentasse na cadeira ou que me levantasse dela, quando de fato fiz o contrário. O efeito borboleta se encaixa perfeitamente na ilustração do que ocorre a partir do gesto de me sentar ou de me levantar de uma cadeira. Esse gesto (em algum momento pretérito) deu origem a todo acontecimento que marcou minha vida. Independentemente da ventura ou desventura desse acontecimento, sei que haveria uma possibilidade de tudo ser diferente. Não serei feliz, enquanto culpabilizar minhas escolhas, livres ou forçadas, enquanto transitar indeciso ao longo da fronteira entre sim e não.
sábado, 9 de janeiro de 2010
DESABAFO
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
RESPONSABILIDADE BLOGUEIRA
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
PREVISÕES E PREVISÕES
.jpg)
No início de um novo ano, astrólogos, tarólogos, numerólogos, entre outros adivinhos que não merecem o belo pospositivo de origem grega (´-logo), fazem a vontade de "clientes" supersticiosos com uma série de previsões. As pessoas que justificam a existência desses charlatães, dando-lhes crédito, ignoram a não-confirmação do que eles previram. Com o intuito de auxiliá-las a superar o misticismo, a superstição, recomendo que anotem as principais previsões e se certifiquem no final do ano se elas ocorreram de fato. O resultado é previsível: pouco do que foi previsto se confirmará, mesmo com adequações posteriores ao texto inicial (geralmente confuso, impreciso). Já me prestei a fazer esse tipo de comprovação mais de uma vez. Sem lançar mão de búzios, cartas, astros e o escambau, posso prever, por exemplo, que o Brasil ganhará a próxima Copa do Mundo de Futebol; ou que o Brasil não ganhará a próxima Copa do Mundo de Futebol; que acontecerá um acidente aéreo em São Paulo; ou que acontecerá um acidente aéreo em algum lugar; que José Alencar não mais resistirá ao câncer no intestino; ou que José Alencar será curado definitivamente do câncer no intestino; que a conferência das Nações Unidas para o clima em 2010, no México, repetirá o fracasso de Copenhague; ou que a conferência das Nações Unidas... Caros visitantes, perceberam a malandragem? Dessa forma, acabo acertando todas as minhas previsões. Isso é o que ocorre com os diferentes adivinhos. Eles fazem as adivinhações mais diversas (e estapafúrdias). Obviamente, a mídia dá uma atenção especial aos acertos (meramente casuais), nenhuma aos erros. Ao invés desse destaque, os meios de comunicação deveriam exigir a retratação dos charlatães que ganham em perpetuar o misticismo, a superstição.
NÉLSON ABREU
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
HINO NACIONAL (II)
O artigo de Mário Maestri contra o Hino Nacional prossegue com o seguinte parágrafo:
A esquizofrenia patente de uma população cantando hino que não entende, ensejou propostas de simplificação linguística ou modificação radical da letra da canção pátria, para que o povo pudesse compreender o que cantava. Essas tentativas de remendo ignoram a funcionalidade, na ótica das classes proprietárias brasileiras, do caráter estrangeiro da língua em que foi composto o Hino Nacional.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
INTERAÇÃO HIPERTEXTUAL
O Hino Nacional (...) deveria ser obrigatoriamente matéria curricular de interpretação de texto nas escolas, tamanha é a riqueza nele contida. Não querendo ser preconceituoso, essa idéia de mudar a letra do Hino Nacional só poderia vir de um marxista fanático (ver Mario Maestri no wikpedia) que deseja ver o povo cada vez mais inculto para dele tirar proveito. Parabéns pela postagem, o senhor escreveu aquilo que eu gostaria de escrever.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
HINO NACIONAL (I)
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
A PAREDE NO ESCURO

domingo, 27 de dezembro de 2009
A BORBOLETA
sábado, 26 de dezembro de 2009
NOVO ANO, OUTRA VEZ
A ordem para inovar vinha ligada foneticamente na leitura do ano velho: “2000 inove”. Quem inovou, inovou; quem não inovou, seguramente buscará inovar em 2010. O novo ano se abre qual um leque de perspectivas, inclusive a de repetir as fórmulas que deram certo – apesar de cada momento ter uma singularidade especial. Encontros que propiciaram alegria, gestos e atitudes que agradaram aos outros (e a si mesmo), tudo o que fez bom 2009 poderá ser feito outra vez. A experiência do ontem vivido serve para orientar o fluxo contínuo da vida presente. Orientar, não determinar. O primeiro processo leva em conta o pequeno caos que há sob a lisa superfície do cotidiano. O segundo, diante do qual tudo já está mais ou menos ordenado, acaba fracassando cedo ou tarde, sempre antes de uma significativa inovação. Pelo viés determinístico, o próximo ciclo mais ou menos definido de janeiro a dezembro seria em muito parecido com o ciclo que ora se encerra. Não obstante a apreciação positiva que se faça do ano ido, ninguém há de querer que se repita o mesmo no ano vindo. O sucesso casual é raro. Os demais, via de regra, exigem muito esforço. Para que ocorram, também é inevitável uma soma de protoinsucessos. Um dos aspectos mais interessantes da vida é justamente o que escapa a qualquer premeditação, sem dispêndio de energia e risco de fracasso: o inesperado. No plano material, por exemplo, ganhar na Mega. No plano pessoal, por exemplo, conhecer um grande amor, uma grande amizade. Se isso não aconteceu em 2009, há uma probabilidade de acontecer em 2010 (merecedor de todos os votos de boas-vindas).
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
BOM E RUIM
CRÔNICA DE VERÃO
VIAGEM
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
INFÂNCIA
o rosárioPOESIA VISUAL

