Em postagem abaixo, descrevi meu trabalho gratuito para a Secretaria de Educação e Cultura (que um ex-candidato a prefeito acha que anda mal, justamente ele que conseguiu dividir o PT no último pleito). Nunca bajulei a Denise, uma pessoa capacitada que mereceu a atenção e a confiança do Chicão e continua a merecer do Júlio Ruivo (prefeitos que o esquizóide e maledicente sempre bajulou e continua bajulando). A Erilaine foi contratada pelo CIEE, como outras pessoas que estudam. Portanto, ainda não formada. Perguntem à Denise se houve pedido meu para que a secretaria admitisse a Erilaine (que o esquizóide e maledicente passou a desqualificar). Perguntem ao pessoal que trabalha na secretaria pela capacidade da Erilaine, cujo talento para escrever é facilmente comprovado em seu blog. Vejam, caros visitantes, a insistência com que esse esquizóide e maledicente tenta colocar o Oracy contra mim. Muitos já sabem que admiro Oracy como poeta (desde 1983). Imaginam se o Oracy soubesse que a sua carta escrita ao esquizóide e maledicente, confidencialmente, este as entregou a terceiro (traindo a amizade que aparenta ter para com o poeta). Em postagem anterior, citei o Oracy, Terezinha Tusi e Alessandro Reiffer, como poetas que merecem o respeito. Leiam o comentário que o esquizóide fez: Eu adoro Poesia, Froilam, mas de Poetas. 23 de Fevereiro de 2009 13:06. Qual o subentendido? Que ele adora outros poetas. Depois, diz outra coisa. Como este trecho de sua última postagem: Eu estou me lixando para o Oracy, ele me mandou 100 reais para a reconstrução do monumento do Aureliano e tomei de cerveja na zona de meretrício. Mas e a sua esposa, noiva ou o quê? Mesmo que seja brincadeira de esquizóide, como fica ela? A gráfica que publicou meu livro não fez um trabalho do meu agrado, editando os poemas fora do lugar e plastificando a capa com imperfeição. A gráfica poderia ter me cobrado, não me cobrou. Pagaria de bom grado, exigindo a republicação do livro. Nunca dei calote em ninguém, tenho meus familiares e meus colegas de trabalho como testemunhas. Quanto a simular erudição, quem usou o termo "barregãs" no lugar de "concubina" foi o esquizóide e maledicente. Reconheço que exagero, às vezes, devido ao meu universo lexical ser amplo. Mas bastam as últimas colunas do Expresso Ilustrado para provar que estou conseguindo me aproximar do coloquial. Foi um dos nossos amigos em comum que me assegurou ser o esquizóide e maledicente um _ _ _ _ _ (termo mais vulgar para esquizóide). Quem é esse amigo (ou ex-amigo)?
sábado, 28 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
ACORDO ORTOGRÁFICO
Ontem fui convidado para falar sobre o Acordo Ortográfico para os oficiais, subtenentes e sargentos do 9º Batalhão Logístico. Com a ajuda do Sgt Orides, para usar a tecnologia sem embaraço, introduzi o assunto com a história da Língua Portuguesa, desde os latinos, passando pelos romanos, pelo romanço, português arcaico, todas as tentativas de uniformização ocorridas no século XX, culminando ao acordo de 1990. Depois de passar as novas regras, lembrei o correto emprego dos porquês, dos pronomes demonstrativos este, esse e aquele, do uso incorreto da palavra "mesmo" como pronome pessoal. Encerrei a fala com o soneto Língua Portuguesa, de Olavo Bilac. Última flor do Lácio, inculta e bela...
TRABALHO GRATUITO
Em 2007, fui convidado pela secretária de Educação e Cultura do município de Santiago, Denise Flório Cardoso, para organizar a primeira antologia da Rua dos Poetas. Esse trabalho, que realizei gratuitamente, foi iniciado após a comissão plural se decidir quais os autores que seriam homenageados. Naqueles meses, fazia pós-graduação e sofria dores terríveis nas articulações inferiores (sendo obrigado a baixar ao hospital). Mas esses óbices não foram suficientes para me impedir de entregar o trabalho a tempo, realizado com alegria. Sem cobrar nada, como tenho feito como revisor do Expresso Ilustrado, como fiz com o jornal A Hora e outras publicações do Júlio Prates. Para mim, vale mais a amizade e a admiração das pessoas que me pedem para colaborar. Infelizmente, nem todos veem dessa forma. O Júlio Prates, por exemplo, esquizóide e maledicente (não necessariamente nessa ordem), insinua que, ora "'mamo' nas estruturas da SEC " (sic), ora dito a cultura local. Não entendo como alguém pós-graduado em leitura, quer liderar a criação de uma secretaria de Cultura em Santiago, se ela já existe. Isso é desconsiderar o trabalho da professora Denise, santiaguense que tem feito muito pela educação e pela cultura do nosso município. Ela é líder que distribui as honrarias, o que não é suficiente para seu endeusamento, como o blogueiro tem liderado em seu blog com relação a Mônica Leal.
LAVADEIRAS
CARO MÁRCIO BRASIL
MÁRCIO BRASIL, postei o que transcrevo abaixo em 12 out de 2007:
OS TRÊS JÚLIOS
Júlio Ruivo, Júlio Prates e Júlio Garcia. Os três são santiaguenses, meus amigos. O Ruivo, desde 1973, quando formamos a melhor turma que o Colégio Polivalente teve em sua história: a 6/6. Nossas raízes filogenéticas se assemelham: Nossos pais, de origem portuguesa, eram vizinhos, moradores do Rincão dos Machado e Rincão dos Ruivo (tendo o rio Rosário como limite). Nossas mães, de origem italiana, nasceram e moravam em localidades vizinhas: Ernesto Alves e Curuçu. O Prates, conheço desde 1977, de outra turma inesquecível do Colégio Cristóvão Pereira. Nossas raízes distritais são as mesmas: Vila Florida. Agora voltamos a ser colegas no curso de Pós-Graduação de Leitura, Produção, Análise e Reescrita Textual. O Garcia, também o conheço do Cristóvão Pereira, 1978/79. Sempre que eu vinha a Santiago, ele era das primeiras pessoas que procurava encontrar. Infelizmente, quando vim transferido para cá, ele se mudou para Porto Alegre. No próximo reencontro, devo devolver-lhe o livro de Whitman (Folhas das folhas de relva). Os três Júlios são políticos, dotados de um grande intelecto e de uma honestidade com os seus ideais a toda prova. Embora defendam ideologias distintas, gostaria de ver esses três governando nossa cidade (ao mesmo tempo). Grosso modo, isso era o que Platão (o maior dos idealistas) pensou para a sua República. Com uma ressalva: Santiago continuaria a Terra dos Poetas.
Júlio Ruivo, Júlio Prates e Júlio Garcia. Os três são santiaguenses, meus amigos. O Ruivo, desde 1973, quando formamos a melhor turma que o Colégio Polivalente teve em sua história: a 6/6. Nossas raízes filogenéticas se assemelham: Nossos pais, de origem portuguesa, eram vizinhos, moradores do Rincão dos Machado e Rincão dos Ruivo (tendo o rio Rosário como limite). Nossas mães, de origem italiana, nasceram e moravam em localidades vizinhas: Ernesto Alves e Curuçu. O Prates, conheço desde 1977, de outra turma inesquecível do Colégio Cristóvão Pereira. Nossas raízes distritais são as mesmas: Vila Florida. Agora voltamos a ser colegas no curso de Pós-Graduação de Leitura, Produção, Análise e Reescrita Textual. O Garcia, também o conheço do Cristóvão Pereira, 1978/79. Sempre que eu vinha a Santiago, ele era das primeiras pessoas que procurava encontrar. Infelizmente, quando vim transferido para cá, ele se mudou para Porto Alegre. No próximo reencontro, devo devolver-lhe o livro de Whitman (Folhas das folhas de relva). Os três Júlios são políticos, dotados de um grande intelecto e de uma honestidade com os seus ideais a toda prova. Embora defendam ideologias distintas, gostaria de ver esses três governando nossa cidade (ao mesmo tempo). Grosso modo, isso era o que Platão (o maior dos idealistas) pensou para a sua República. Com uma ressalva: Santiago continuaria a Terra dos Poetas.
Caro Márcio Brasil, a postagem teve o seguinte comentário de um amigo nosso:
"Graças a Deus sou ateu e graças a Deus sou visceralmente diferente deste Ruivo. Somos diferentes em tudo. Ele do tipo sorro-manso, dissimulado, que dá o tapa e esconde a mão. Sempre disse o que penso e jamais usei os outros para falarem por mim. Jamais faria implante de membranas periodontais, jamais magoaria minha esposa e constrangeria meus próprios filhos e jamais compraria poltronas para o meu gabinete a 770 reais, cada uma, com dinheiro público.Se eu fosse político trataria a todos iguais e não usaria verbas públicas para agradar somente aos que me bajulam. Nem empregaria os filhos do vereador Pelé para ele hostilizar aos que discordam do chefete. Jamais bancaria a noivinha, fazendo-me de vítima. Jamais desrespeitaria as funcionárias do meu setor público de trabalho, pois entendo que ser homem é também honrar e respeitar á condição profissional da mulher. Na vida privada, cada um faz o que bem entende, pode até dar o .. na praça. Portanto, Froilam, sábio Froilam, a única coisa que eu tenho em comum com o Ruivo é o nome."
12 de Outubro de 2007 14:19
12 de Outubro de 2007 14:19
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Colega Márcio Brasil, o nosso amigo em comum insinua que ando mamando (sic) nas estruturas da SEC (sic). Você não imagina quem anda bajulando o prefeito Júlio Ruivo? A intenção dele é ganhar patrocínios para suas publicações (pseudo)jornalísticas. A prefeitura e a URI são alvos de, ora sua críticas (quando não ganha tais patrocínios), ora de seus elogios (quando ocorre o contrário).
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A propósito, esse mesmo nosso amigo que um dia rompeu definitivamente contigo, agora insiste em provocar uma briga entre eu e o Oracy.
(Continuo mais tarde.)
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
DEPREDAÇÃO DA RUA DOS POETAS E O SILÊNCIO DOS BLOGUEIROS
Como estou sem internet em casa, não bloguei ontem. Hoje abro os blogs para saber sobre a destruição da estátua de Aureliano, muito noticiada pela Rádio Santiago, e fico surpreso com o silêncio dos nossos blogueiros sobre o assunto. Tão noticiosos que são, de repente ignoram o triste ocorrido. Leio que querem criar uma nova secretaria em Santiago, a da Cultura. Mais surpresa ainda: a secretaria já existe, sob a coordenação de Denise Flório Cardoso. Salvo melhor juízo, a Secretaria de Educação e Cultura funciona muito bem, como o prova a Feira do Livro, a Rua dos Poetas, entre outros eventos. A secretaria é ligada à prefeitura, cujo prefeito atual é Júlio Ruivo. O Júlio Prates escreve que a cultura não pode ter donos, mas se arroga o escritor com maior número de livros editados em Santiago. Sente-se "excluído" e ridiculariza nossos poetas (insinuando que nos os lê). Agora me acusa de fazer o jogo que ele sempre fez, isto é, de jogar uns contra os outros.
Estou com pouco tempo, por isso arremato, protestando contra o silêncio da blogosfera sobre a destruição da estátua de Aureliano na Rua dos Poetas. Alguém já se pronunciara de que quando fosse prefeito, mandaria arrancá-la de lá. Amanhã retorno, para escrever com mais calma sobre o mesmo assunto.
Estou com pouco tempo, por isso arremato, protestando contra o silêncio da blogosfera sobre a destruição da estátua de Aureliano na Rua dos Poetas. Alguém já se pronunciara de que quando fosse prefeito, mandaria arrancá-la de lá. Amanhã retorno, para escrever com mais calma sobre o mesmo assunto.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
PROTESTO PELOS POETAS
Há uma uma tendência em nossa blogosfera, um "viés capcioso",
que é de debochar dos poetas santiaguenses, vivos ou mortos. Poeta é um sujeito (no sentido bakhtiniano) que interfere esteticamente no discurso melhor do que ninguém. Falar ou escrever em prosa é fazer muito simples, quero ver produzir um texto com literariedade, com elementos que caracterizam a poesia, entre os quais o ritmo e a conotação. Em respeito aos que já se foram (Manoel do Carmo, Sílvio Duncan, Zeca Blau...) e aos que vivem em nosso meio (Oracy Dornelles, Alessandro Reiffer, Terezinha L Tusi...), poetas na melhor acepção da palavra, protesto contra certos blogueiros que ridicularizam o nobre epíteto de nossa cidade (Terra dos Poetas). Felizmente, o prefeito Ruivo está levando a sério uma aposta na cultura.
A partir do comentário do Júlio Prates, faz-se necessário este escrito posterior: obviamente, a cultura não se reduz à produção poética. Uma aposta na cultura, isto é inquestinável, inclui a poesia aqui produzida. Como falar em cultura se os nossos poetas são ridicularizados por pessoas que também conduzem o processo cultural (ou querem assim parecer). Mas o que suscitou minha postagem não foi o blog do Júlio, cujo arrazoado contra nossos poetas já conhecemos por sua criticidade bem fundamentada.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
O HOMEM SUPERIOR
ABAIXO TRANSCREVO UMA DAS PASSAGENS QUE MAIS GOSTO DO ASSSIM FALAVA ZARATUSTRA, DE F. NIETZSCHE:
Quando, pela primeira vez, estive com os homens cometi a estultícia do solitário, a grande estultícia: dirigi-me à praça pública.
E como me dirigia a todos, não falava a ninguém: à noite tinha por companheiros andarilhos e cadáveres; eu próprio mais parecia um cadáver!
A nova manhã trouxe-me uma outra verdade: aprendi a dizer: "Que me interessam a praça pública, o populacho e as orelhas compridas do populacho?
Homens superiores, aprendei isto comigo: em praça pública ninguém acredita no homem superior. E se teimais em falar lá, o povo diz: 'Todos somos iguais'.
Homens superiores - assim diz o populacho: - não há homens superiores: somos todos iguais; perante Deus um homem não é mais do que o outro: somos todos iguais!
Perante Deus! Porém esse Deus morreu; e perante o populacho nós não queremos ser iguais.
Homens superiores, fugi da praça pública!
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O que é refúgio e o que é "praça pública" em nossa blogosfera?
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
CONTRAPONTO
O título do meu blog é CONTRA . (CONTRAPONTO). Meu amigo Ivan Zolin não VÊ o ponto e me pergunta num comentário "contra o quê". Para dar-lhe uma resposta rápida (nunca convincente), relaciono abaixo possíveis alvos do meu contrapontear:
- senso comum, sobretudo o gosto;
- toda forma de misticismo, sobretudo o das religiões tradicionais;
- senso comum, sobretudo o gosto;
- toda forma de misticismo, sobretudo o das religiões tradicionais;
- discurso anticientífico (tipo a Ciência não tem todas as respostas);
- discurso esquerdizante, pseudodemocrático (tipo adoro Cuba);
- mitos modernos;
- establishment;
- etc.
Obviamente, nem sempre contraponteio. É muito oportunismo de meu amigo, tomar por base certas postagens politicamente corretas e perguntar "contra o quê".
RISO E COMPAIXÃO
CASO FOSSE DADO A UM HOMEM SABEDORIA SUFICIENTE PARA SE ELEVAR UM POUCO ACIMA DOS DEMAIS, SUA PRIMEIRA ATITUDE SERIA RIR DO ORGULHO DESTES E, EM SEGUIDA, COMPADECER-SE-IA DA PEQUENEZ QUE OS ACAÇAPA EXISTENCIALMENTE.
CONDIÇÃO
quem sou
só sei
se saio
de mim
.
o outro
se sabe
o que é
eleva-se
.
só sei
o que sou
e o que é
o outro
.
se e somente
se o outro
sabe que sei
o que sou
.
só sei
se saio
de mim
.
o outro
se sabe
o que é
eleva-se
.
só sei
o que sou
e o que é
o outro
.
se e somente
se o outro
sabe que sei
o que sou
.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
ACRÔNIMO
Hoje um colega me veio com um problema no início do manhã, peguntou-me o significado da palavra acrônimo. O antepositivo acr(o)-, alto, extremidade, me dava uma pista; bem como seu pospositivo -ônimo, nome. Sem o contexto, sem o campo semântico, todavia, impossível precisar uma definição. A solução para os problemas dessa natureza é muito simples: o dicionário. A pesquisa metalinguística é a única forma de ampliação segura do conhecimento lexical. No caso acima, pouquíssimas fontes solucionarão a dúvida. Será necessário um Houaiss, por exemplo, com suas 228.500 unidades léxicas. Há pouco, procurei nele o significado de acrônimo: diz-se de ou palavra formada pela inicial ou por mais de uma letra de cada um dos segmentos sucessivos de uma locução, ou pela maioria destas partes (Sudam = Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia).
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
ASSALTO AO BB
O Brasil já viveu um tempo, considerado pelo paradigma econômico, em que sua moeda foi o café. Esse produto determinava a própria política, ou metade dela. Havia os barões, e os ladrões também viviam (não com a liberdade e a ousadia que caracterizam o tempo presente). Aqueles se transformaram em banqueiros, e estes proliferaram por todos os cantos, inclusive na administração pública. O espécime que arrombou o Banco do Brasil de Santiago não é um saudosista, como pode parecer a uma primeira análise. O café deixou de ser moeda, depois da forte concorrência de outros países. A falta de tecnologia apropriada e equipe de apoio frustaram sua tentativa de levar dinheiro, não o café e o açúcar (para azar dos aposentados que se reúnem todas as manhãs no interior da agência).
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
BALEIA (OU BELINHA)
A Baleia da rua Duque de Caxias é uma cadela diferente de sua homônima de Vidas secas* (que, na vasca da morte, sonharia com preás gordos, enormes). O destino negou-lhe o pedigree, o direito de ser conduzida por uma coleira de luxo, mas é livre (como sói a um vira-lata) e bem-tratada pela vizinhança. Ela transita de uma esquina a outra, recebendo comida e água diariamente. Seu prato preferido é o churrasco, afinal pertence à ordem dos carnívoros. Não liga a mínima para quem passa com seu pinscher chow-chow poodle terrier conservado à ração, bibelô de apartamento. Algumas madames cravam-lhe uns olhos cheios de piedade ou de nojo, imaginando que sua obesidade é pura verminose. Baleia protege-se do Sol nestes dias quentes, deitando-se sobre as lajotas da calçada. Limita-se a balançar a cauda, quando ouve seu nome. Faz exatamente um ano que ela passou a ser chamada de Baleia em razão das formas arredondadas. Ao andar com passos miúdos, imita o nado de animais marinhos. Os automóveis diminuem a marcha, desviam-se, para que ela atravesse a Duque com segurança. Moradores mais antigos tratam-na de Belinha. Nunca late, tampouco sofre de excitabilidade sexual (uma alma generosa aplicou-lhe a vacina preventiva). Não caça mais, ainda que a natureza predadora esteja registrada em seus genes. Na entrada do Residencial, senta-se em posição ereta, com as patas dianteiras sobre a barriga como se fosse gente. Em algum momento, quase sempre depois de um copioso repasto, Baleia dorme escarrapachada. Também sonha, quem sabe com uma grande ninhada de cachorrinhos.
* Romance de Graciliano Ramos
* Romance de Graciliano Ramos
sábado, 14 de fevereiro de 2009
COOPERATIVA
Uma cooperativa é uma cooperativa é uma cooperativa... Os lucros obtidos na comercialização dos produtos agrícolas, saldados todos os gastos indispensáveis para manter a entidade, deverão ser redistribuídos aos sócios, a TODOS OS SÓCIOS, de uma forma proporcional ao montante entregue individualmente. O que ocorria com a Cooperativa Tritícola Santiaguense? Essa entidade comprava o produto de seus sócios, descontando-lhes um alto percentual de umidade e impureza, para vender depois. Feito o acerto, o sócio deixava de existir, perdendo o crédito inclusive (caso não tivesse mais produto depositado). O lucro da cooperativa já estava garantido com o desconto feito na compra. Uma coisa precisa ser escrita com letras maiúsculas: A ENTIDADE É MAIS QUE SEUS DIRETORES.
Ontem passei pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais, curioso para ler seu estatuto. O Artigo 3º - DEVERES DO SINDICATO - me chamou a atenção:
d) Incentivar a criação de associações cooperativas para a classe representada.
EXPRESSO ILUSTRADO

De acordo com as duas postagens abaixo, penso que o Expresso Ilustrado está no caminho certo. Seus diretores criaram blogs, inserindo-se participativamente em nossa blogosfera. O próprio jornal, com versão on-line, passa a oferecer mais vez e voz aos seus leitores: Jornal aberto; Do leitor; Espaço crítico; X da questão (com entrevista)... As matérias trazem a opinião das pessoas envolvidas (entre aspas). A equipe de colunistas, por sua diversificação temática principalmente, também dá ao jornal essa "voz humana" de que trata a postagem anterior.
CASO MICROSOFT
Em 2002, Robert Scoble, até então um jovem californiano pouco conhecido, levantou a mão em uma conferência de Steve Ballmer, CEO da Microsoft, quando este pediu que as pessoas presentes lhe dessem ideias em troca de 1 dólar.
Scoble disse que a Microsoft tinha de "falar com uma voz mais humana". Ballmer não apenas lhe deu o dólar prometido, como também o contratou e agora ele é a terceira pessoa mais conhecida da empresa, atrás somente de Bill Gates e do próprio Ballmer.
Scobleizer, nome de seu blog, é acessado por mais de três milhões e meio de visitantes por ano e é considerado o mais proeminente dos 1.300 autores da empresa de software mais conhecida do mundo.
O grande sucesso de Scoble foi liderar essa "voz humana da empresa". Em um ambiente no qual a Microsoft recebe diariamente críticas hostis em todo o mundo contra seus produtos, serviços e o próprio Gates, a imagem da empresa melhorou nos últimos meses.
[...]
Em certas ocasiões, Scoble pode ser o mais entusiasta "evangelista" da empresa, mas também pode ser um crítico muito ácido quanto aos erros.
O fato é que a controvertida Microsoft é agora uma empresa mais compreendida e confiável do que no passado, conforme indicam os especialistas e seus próprios consumidores.
(Extraído do livro Blogs: Revolucionando os Meios de Comunicação)
JORNALISMO 3.0
O Jornalismo 3.0 ou jornalismo participativo é a terceira versão do jornalismo digital:
- Jornalismo 1.0 é aquele que transmite conteúdo tradicional de meios analógicos ao ciberespaço.
- Jornalismo 2.0 é a criação de conteúdo de e para a rede.
- Jornalismo 3.0 socializa esse conteúdo e os próprios meios.
O público se lançou na conquista dos meios de comunicação. Quase não há ninguém que queira se manter informado e ficar calado. Muitos querem falar, difundir a própria informação, e alguns o fazem com especial habilidade. O jornalismo profissional se sente ameaçado, e não é para menos. [...]
- Jornalismo 1.0 é aquele que transmite conteúdo tradicional de meios analógicos ao ciberespaço.
- Jornalismo 2.0 é a criação de conteúdo de e para a rede.
- Jornalismo 3.0 socializa esse conteúdo e os próprios meios.
O público se lançou na conquista dos meios de comunicação. Quase não há ninguém que queira se manter informado e ficar calado. Muitos querem falar, difundir a própria informação, e alguns o fazem com especial habilidade. O jornalismo profissional se sente ameaçado, e não é para menos. [...]
A partir das margens do sistema e do público surge o Jornalismo3.0 para devolver o imediatismo, o sentido de comunidade e a conexão com a realidade na informação, cujas ferramentas são oferecidas pela tecnologia e pela Internet.
[...[
Os meios de comunicação tradicionais se acostumaram à comodidade que lhes obrigava a dispor do monopólio da voz pública. Agora, graças às experiências do jornalismo participativo, esse monopólio chegou ao seu fim.
(Extraído do livro Blogs: Revolucionando os Meios de Comunicação)
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
BODAS DE OURO
Uma das mais belas metáforas relaciona a vida com um caminho, com uma estrada. O primeiro passo é dado no dia do nosso nascimento. O último, em contrapartida... Flores, espinhos, pedras, retas, curvas, confluências, bifurcações, soalheiras, ventos, subidas, encontros, desencontros, planuras e outros elementos constituem o universo de todo caminhante. Em certos trechos da estrada, fazemos escolhas, como qual rumo seguir, com quem caminhar etc. Nossa felicidade depende, não raras vezes, dessas decisões necessárias, existenciais. Um exemplo venturoso disso é vivido por Luiz Prestes e Loreni Pistóia. Ainda jovens, encontraram-se um dia e decidiram, desde então, a caminhar de mãos dadas, abraçados, unidos pela aliança inquebrantável do amor. A promessa feita perante Deus, naquele dia 7 de fevereiro de 1959, mantém-se em pé, agora tendo como testemunhas Gerson Luiz, Geiza e Fabiano (filhos); Sinara e Almeida (nora e genro); Gerson, Victor, Mariê e Bruna (netos e netas). O casal não faz ideia da distância percorrida ao longo destes 50 anos. As estradas reais, de norte a sul do país, sempre tiveram Jaguari (antes) e Santiago (depois) como pontos de partida e de chegada, refúgios seguros para os sonhos e as realizações profissionais. Eis chegado o jubileu, as Bodas de Ouro! Um acontecimento que apenas simbolicamente pode ser representado pelo mais precioso metal que se forjou no coração das grandes estrelas. A felicidade de Luiz e Loreni, que hoje se casam pela quinquagésima vez, tem um nome que melhor a define: amor. De mãos dadas, abraçados, juntinhos, eles continuarão a andar por esta estrada poeticamente chamada de vida..
A coluna do Expresso Ilustrado de hoje, acima transcrita, homenageia os 50 anos de casamento de Luiz Prestes e Loreni Pistóia. Muitas Felicidades ao casal.
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