quinta-feira, 31 de julho de 2008

ÁGUA EM MARTE




"A sonda Phoenix, que explora o solo de Marte desde maio, confirmou nesta quinta-feira (31) a existência de água no planeta. A descoberta ocorreu depois que a Phoenix colocou amostras do solo em um instrumento que identifica os gases produzidos por substâncias. Para os técnicos, é a primeira vez que a existência de água é provada quimicamente." FOLHA.
Uma grande notícia! Muita coisa já foi fantasiada, pensada ou textualizada sobre o "planeta vermelho" (os marcianos, os canais, a cara, a possibilidade de existir vida), mas a comprovação científica da presença de água acolá é maravilhosa, porque representa mais um passo da humanidade em direção ao espaço.
Alguns dados sobre Marte:
- Distância média do Sol: 230 milhões de km;
- Duração do ano: 687 dias terrestres;
- Duração do dia: 24h 37' 12'';
- Velocidade orbital média: 24,13 km/s (da Terra é de 29,80 km/s);
- Diâmetro: 6.796 km (pouco mais da metade do diâmetro da Terra);
- Gravidade de superfície: 0,38 vezes o valor da gravidade da Terra);
- Temperaturas extremas: 17ºC (máxima) e -143ºC (mínima);
- Principais gases da atmosfera: Dióxido de Carbono (95%) e Nitrogênio (2,7%);
- Satélites: Fobos e Deimos.

ofício


o dia abre
sua oficina

ferreiro
o sol
dá a têmpera

metais
não são homens
que se
fundem

nas forjas
da algaravia

quarta-feira, 30 de julho de 2008

DESENCANTO... VACUIDADE

Pela primeira vez, manifesto o meu cansaço com relação a este blog. Outros blogueiros já o fizeram, entre os quais Guilhes Damian e Márcio Brasil. Talvez não seja cansaço o termo correto para expressar o desencanto, o sentimento de impotência, de vacuidade que sinto neste momento. Todo mundo escreve, bem ou mal, mas escreve. Para quê? Dentro de uma espécie de Babel (mil vezes aumentada pela digitalidade), qualquer coisa que se escreve, de uma beleza ou de uma verdade nunca vistas ou pensadas, perde-se em meio à tamanha algaravia. Hoje pensei em saltar fora dessa “babel eletrônica”, dar um tempo, viver como aqueles que não estão nem aí ou me retirar para uma montanha (como fez o Zaratustra de Nietzsche). Na última hora, considerei meus visitantes diários, leitores que devem gostar deste CONTRA(PONTO).

segunda-feira, 28 de julho de 2008

CONTRAPONTO

O pouco tempo em que trabalhei como professor foi suficiente para confirmar o que já sabia: apenas 5% dos alunos fazem a diferença (de acordo com um texto que circula na Internet). Os outros 95% ocupam uma ampla faixa que vai de regular a ruim. A tarefa do docente é fazer com que essa massa de relapsos tenha êxito. Obviamente, ele fracassa em seus objetivos. Ou por culpa da turma (não seria turba?), ou por culpa própria. As percentagens acima continuam válidas para todos os profissionais. A tese não é minha, mas a endosso como verdadeira. Assim, apenas 5% dos professores são bons, capazes de propiciar a aprendizagem dos 5% de seus alunos. Certamente, o mau professor consegue diminuir esse índice, constituindo-se, por seu turno, na causa dos 95% atuais. Outros também são responsáveis pela situação educacional brasileira, como os pais, por exemplo. A percentagem dos pais que fazem a diferença era muito maior há três décadas. As últimas ingerências do Estado visam a beneficiar a grande maioria (quantidade que não redunda em qualidade). Em relação ao ingresso na universidade pública, o mérito intelectual continua sendo a forma mais justa, institucionalizada pelo próprio Estado. Os 95% de regulares a ruins continuarão a pagar cursinhos pré-vestibulares, dentro dos quais apenas 5% são bons a excelentes. Da mesma forma, pagarão rios de dinheiro para as universidades privadas* (dentro das quais...).
* Universal privado não configura uma contradição?

domingo, 27 de julho de 2008

PROSA X POESIA

A despeito da revolução modernista ter inovado na produção literária, ainda há uma diferença entre a prosa e a poesia que precisa ser observada: a prosa é diacrônica; e a poesia, sincrônica. Para exemplificar, recorro ao meu poema abaixo, a dor. Mais precisamente, à estrofe
oo
oooootoda
ooooovi(d)a
oooooflor
oo
Diacronicamente, essa construção se transforma em todavia, a vida é como uma flor ou toda vida é como uma flor. Na prosa, há uma sucessão temporal bem definida pela coesão entre os termos que constituem o enunciado. Na poesia, isso é rompido com um novo arranjo, cujas lacunas sustentam a estrutura também espacial do poema.

PRÊMIO CAMÕES 2008


O escritor baiano João Ubaldo Ribeiro ganhou o prêmio mais importante atribuído a autores de Língua Portuguesa. Neste ano, o júri avaliou apenas os brasileiros, critério que descontentou os portugueses. João Ubaldo é autor dos romances Sargento Getúlio, Viva o povo brasileiro, O sorriso do lagarto, A casa dos budas ditosos, entre outros. Publicou livros de contos, literatura infanto-juvenil, crônicas e ensaios. O escritor comentou que se ganhou o prêmio é porque merecia. Os 100 mil euros servirão para complementar sua "aposentadoria de R$ 1.200".

sábado, 26 de julho de 2008

NO ÂNGULO

No Mercado Brasil Novo, perguntei ao Reinheimer qual seria o adversário do Inter neste sábado. Após a resposta, disse-lhe profético: um a zero para o Ipatinga ("lanterna" do Brasileirão). Ele não me pediu um palpite para amanhã. Ainda bem. A paixão pelo tricolor me leva à parcialidade. Na condição de torcedor, arrisco dizer que o Grêmio passará pelo Palmeiras (para ninguém mais alcançá-lo).

LUA


bordado de luz
para emendar os dias
no tecido inconsútil
oooooooooooooooda noite

sexta-feira, 25 de julho de 2008

a dor

a dor
é(n)sina
oo
seus métodos
libertam
do prazer
oo
a morte
espinho
cicatriz
oo
toda
vi(d)a
flor
oo
nas faces
do aprendiz

MOTIVO DE FESTA

Hoje é o Dia do Colono, Dia do Motorista e Dia do Escritor. Não fosse a festa da Vila Betânia, a data não seria lembrada. O comércio não vende, a mídia não divulga (paga pelo comércio) e, conseqüentemente, a população não é condicionada a consumir. O colono, significando o descendente de imigrantes fixado em colônias, transformou-se ao longo de gerações sucessivas (mudando-se para a cidade, inclusive). O motorista ainda não é reconhecido a(e)fetivamente como merece. E o escritor, pior do que os outros dois, passa despercebido da grande maioria analfabeta funcional. A identificação entre colono e agricultor (cuja data é 28 de julho), forçou o reconhecimento da sociedade urbana, com raízes no campo. O motorista conta com um aliado da cultura cristã (São Cristóvão), o qual é festejado neste dia. O escritor, no entanto, sofre de um distanciamento popular muito maior (que diminui um pouco com a morte). A melhor homenagem a ele consistiria na leitura de seus textos, na maior circulação de seus livros. Futuramente, a figura do colono será histórica, substituída por a do agricultor. O motorista, em contrapartida, ganhará importância crescente, à medida que os meios coletivos serão, forçosamente, mais empregados. O escritor, com o letramento da sociedade, recuperará o prestígio que tinha na Antigüidade, não mais com o poder, mas como representante do homo ludens. Até lá, toda homenagem aos três é um motivo de festa.

terça-feira, 22 de julho de 2008

ARTE POÉTICA


o poema se faz
com a captação
de uma imagem
– amora
que se colhe
da imaginação
ou da memória

as palavras
não passam
de instrumento
– vara
com que se apanha
essa fruta
de doçura
oooooooorara

segunda-feira, 21 de julho de 2008

O QUE É POESIA?


Poesia é algo que excede o “eu” do poeta transfigurado em metáforas. Afora o aspecto formal, lingüístico, o que caracteriza a poesia em sua essência é o sentimento. Não sou poeta porque escrevo versos, com ritmos e rimas, mas porque sinto diferentemente o pulsar da vida em cada coisa, em cada ser presente. Sou poeta desde antes de escrever uma palavra, porque a contemplação não necessita de uma estrutura textual. Desde que me conheço por gente, vejo de uma maneira especial (e indescritível) o sol nascente, o azul das manhãs, as borboletas com semeadura nas asas, as flores do campo... Apenas por isso sou poeta. Busco a doçura no improvável com uma ingenuidade que os broncos não percebem. Se não a encontro, então, escrevo minha insatisfação no papel em branco – espectro de fogo dissipado. De outra forma, caso encontre o que procuro, registro minha alegria. As palavras são sempre uma catarse de emoção maior, de prazer ou de dor. Pequena flor que se abre entre as pedras, cuja fragrância remete seu observador a uma nova estação. A sensibilidade de um temperamento poético, os outros a percebem no poema, significante que constitui significado. Mais do que originalidade e beleza, condições precípuas de sua aparição dissimulada, poesia é um “eu” que continua inatingível.

LUA AMADA


O primeiro poeta entre os homens, escrevi um dia, foi aquele que, saindo mais cedo de seu sítio, contemplou o Sol nascente, envolto em tons azuis, róseos, vermelhos e amarelos. O segundo, convencionemos, deteve-se a contemplar a Lua antes dos demais. Hoje, ainda, ela é cantada em prosa e verso, especialmente pelos apaixonados que buscam nos elementos da Natureza uma forma de interlocução poética. Os cientistas, perseguindo o sonho dos poetas, pisam em solo lunar no dia 20 de julho de 1969. Nesse dia histórico, em que Neil Armstrong afirmou representar a façanha um grande passo para a humanidade, confirmou-se que o astro é completamente estéril e que lá existe um único motivo de beleza, digno de contemplação: a vista do planeta azul.

KEFIR


Kefir é uma bebida feita de leite fermentado por uma colônia de lactobacilos e leveduras conhecida como Kefir ou “grãos de Kefir”. Originária do Cáucaso, só foi introduzida no resto do mundo no início do século XX. Na falta de leite, usa-se água pura e açúcar mascavo. Os grãos de Kefir multiplicam-se conforme vão sendo cultivados, quanto maior a temperatura mais ativos ficam e, por conseguinte, aumentam mais rapidamente o seu tamanho. Por isso, são tradicionalmente doados e as orientações para seu cultivo são passadas oralmente. Abaixo de 10ºC, o Kefir entra em estado de hibernação. Caso não quiser utilizá-lo, guarde-o na geladeira.
Modo de fazer:
Num recipiente não metálico, junte os grãos de Kefir, água pura e açúcar mascavo (opção mais econômica), ou leite apenas. Após 24 horas, separar os grãos de Kefir do líquido com o uso de um coador ou peneira fina. Com os grãos lavados, reinicia-se o processo. A bebida pode ser consumida sem restrições, cujo maior benefício é a eliminação de microorganismos patogênicos da flora intestinal. Com a ingestão de Kefir não há intestino preso ou solto.

(A foto acima mostra os grãos de Kefir limpos, prontos para recomeçar o processo da fermentação)

domingo, 20 de julho de 2008

UMA NOVA ESCRITORA


Algumas promessas literárias já despontam no horizonte de eventos que justifica o epíteto Terra dos Poetas para a nossa Santiago. Entre os novíssimos escritores, Erilaine Perez é um nome que merece nossa atenção. Seus primeiros textos (publicados no Letras Santiaguenses e no projeto Santiago do Boqueirão, seus poetas quem são?) permitem essa apreciação favorável. Ultimamente, vem editando em seu blog www.erilainepoeta.blogspot.com. A crônica da Erilaine é de uma profundidade e de um estilo que desperta o encantamento poético. Abaixo, transcrevo dois exemplos que iluminam:
oooo
ILUSÃO
Seus olhos estavam distantes demais para que visse com clareza. A última imagem que o espelho refletiu, mostrava duas luas escorrendo-lhe olhos abaixo, rio adentro. Esse curso talvez fosse o único que de fato não poderia perseguir, nem que desejasse, era o caminho do meio. A percepção, já totalmente distorcida pelos eventos passados, confere-lhe ainda hoje uma aura de tristeza. Um silêncio de estrelas vive a queimar seus ossos. Anda distraída por aí, entre luzes e sombras do que um dia fora, vivendo de mimetismos como uma camaleoa. Ela mesma não tem mais certeza quanto à veracidade do que vivencia. Mas ainda pode lembrar dos ataques que sofrera por ter ousado falar o que entendia... Verdades não existem... A resposta havia chegado voando sobre a ilusão óptica das cores, no fenômeno da fundamental ausente, nas sensações táteis contrastantes. Ela há muito descobrira que o tempo nem mesmo é. Alimentava-se dos segundos, minuto a minuto, e regurgitava um limo ainda fértil desde mil anos. Observava as pessoas. Pensava... São como aranhas, tecendo teias que vão garantir o equilíbrio entre o real e o imaginário. Fingem o tempo todo que não são moscas o que comem no jantar. E essa é a grande verdade em que se debruçam com enfunado orgulho. Aliás, a história da humanidade não foi construída guerra a guerra, forjada em orgulhos? Elementar... Preferiu o exílio ensimesmado, e hoje eu posso entendê-la. Ela é diferente de todos os seres que já conheci, inclusive os da escala irracional. É a própria definição da ilusão, como a sua verdade mostra que tem que ser.
oo
ANTES DAS FLORES
Mergulhar na profundidade do sonho e emergir para a realidade. Era esse o seu propósito desde o princípio. De que adianta ser poeta, dono de asas, mas covarde para voar?
Partira para o arroubamento bem antes da estação das flores, quando as folhas ainda não haviam brotado e os galhos das árvores estavam secos.
Contemplativo, meditou sobre a ausência de cores no caminho e concluiu ser milagre a época da floração. Afinal, onde fica encubado o verde até que o sol nasça na primavera?
Pensou que talvez estivesse guardado na memória de quem atravessa o inverno a sua espera. Aquietou-se.
Seguiu caminhando no cinza turvo das dezoito horas, bagagem pequena nas costas. Não importava naquele caminho o que vestir ou parecer, mas as impressões que a estrada vazia desperta em quem busca sentidos que vivem no nada.
E foi do nada que nasce como limo no meio das pedras que ele encontrou os versos de um poema. Do nada que viu entre o bico do pássaro e a penugem do ninho que pôde visualizar o instinto.
No meio do caminho, a primavera chegou. E no intervalo absoluto de tempo entre botão e rosa, ele entendeu o rumo até o fim.
Muitos nadas acontecem todo dia na algaravia. Foi preciso o distanciamento das vozes para a liberação do gênio.
A multidão dos teres e haveres que confundia sua mente, logo ficou para trás. Ele ficou imerso até as asas nesse imenso mar. Encerrado no corpo, um estado entre o oxigênio e a liquidez. Senda ou sina, não sei. Apenas o entendo como ninguém mais poderia. Entendo-o, porque também sou poeta.

oo

sábado, 19 de julho de 2008

COLUNA DO JUREMIR MACHADO DA SILVA


NÓS, OS TROUXAS
oo
Estou ficando paranóico. De novo. Qualquer um sabe que até os paranóicos têm alguma razão em desconfiar dos políticos no poder. Ou todas. Alguém acredita mesmo que o tal delegado Prótogones Queiroz 'pediu para sair'? Alguém crê mesmo que, no auge da carreira, logo depois de ter promovido a queda de um grande banqueiro e de ter flagrado o secretário da Presidência da República trocando gentilezas com o advogado petista do novo inimigo número 1 da Nação, Prótogenes, cansado de tantas glórias efêmeras, entregou o cargo para fazer um obscuro curso de aperfeiçoamento pessoal? Eu acredito piamente. Exporei as minhas razões para convencê-los de que essa é a única hipótese razoável, defensável e até justa.Observei muitas imagens de Protógenes Queiroz e concluí que ele é um homem discreto. Tudo nele transpira comedimento, calma e equilíbrio. É perceptível que ele não gosta dos holofotes. Cumprido o seu trabalho, decidiu retirar-se para não prejudicar o avanço das investigações com alguma convicção pessoal injusta ou com alguma atitude impensada. Não bastasse essa evidência de que o afastamento de Protógones foi uma simples coincidência ou a manifestação de um desejo pessoal alheio a qualquer pressão ou segunda intenção de autoridades querendo abafar alguma coisa, o presidente da República propôs publicamente, por altas razões morais, a permanência de Protógones no caso. Alguém seria capaz de imaginar um jogo de cena, uma mentira, uma hipocrisia, um discurso duplo de parte do nosso presidente operário? Eu não. Eu ponho a minha mão no fogo pelo presidente. Ponho o corpo todo no fogo. Tenho certeza de que ele faria o mesmo por nós. É um homem que se submete com prazer aos maiores sacrifícios. Estou entusiasmado com o equilíbrio na prática de espionagem brasileira: é golpe por golpe, gravação por gravação, rasteira por rasteira. Protógenes divulgou gravações envolvendo o secretário da Presidência. A PF divulgou gravações envolvendo Protógones. Na União Soviética também era comum, de uma hora para outra, que personagens incômodos ao governo, por mera coincidência, se afastassem dos cargos. Alguns chegavam a retirar-se por longos anos para a Sibéria sem que nada os forçasse. De repente, sentiam vontade de mudar de vida, de tudo abandonar, de fazer uma grande viagem de aperfeiçoamento pessoal. Os russos não eram tão sofisticados e não chegavam a implorar para o defenestrado permanecer. Simplesmente não o impediam e até lhe forneciam meio de transporte para a Sibéria. Não tentem nos enganar. Sabemos que Protógenes não foi pressionado a sair. A prova de que não foi empurrado para fora é que isso daria na vista. Geraria desconfianças, suspeitas e críticas. Nossos governantes não se permitiriam uma manobra tão baixa, vil e idiota. Saberiam que até nós, os trouxas, perceberíamos a sacanagem. Logo, sejamos lúcidos, nada disso aconteceu. Se Protógenes disse que a PF filtrou as gravações, eliminando o que não lhe era conveniente, foi só para mostrar o quanto a PF se preocupa com a pureza da língua portuguesa. Havia algumas palavras de baixo calão nos trechos cortados. Alguém imaginou mais do que isso? Eu não. Estamos no melhor dos mundos: não houve mensalão, Cacciola não estava foragido e Protógenes jamais sofreu qualquer pressão para abandonar o caso Dantas, que também não tentou subornar a Polícia. Só queria participar do Bolsa-Família. Basta, por favor, de maledicência.
(Correio do Povo de 19 jul 2008)

LANÇAMENTO DE "PÁGINAS IMPOSSÍVEIS"

O novo livro do Oracy Dornelles, Páginas impossíveis, já tem local e data para ser lançado: Centro Cultural de Santiago, dia 9 de agosto, às 19:30h. O professor Noé é o responsável pelos convites e recepção dos convidados. Do protocolo de lançamento, pode-se adiantar que haverá um show musical (com apenas quatro números). A apresentação do escritor e da obra será feita pelo Dr. Valdir Pinto e por mim.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

o caminho


o caminho
nas pedras
oo
no alinho
das pedras
oo
marcado
pelos pés
oo
na esteira
das eras
oo
o caminho
das pedras

a cortina

a cortina
da sala
pelo vão
da janela
esvoaça
oo
a brisa
da manhã
dá-lhe as asas
de borboleta
oo
mais tarde
repousa
do vôo
colada
à vidraça

quinta-feira, 17 de julho de 2008

LONGE DE MIM

o vento norte
me faz
misantropo

oo
não posso
acompanhá-lo
campo fora

oo
onde as macegas
sussurram

oo
o coração
se regozija

oo
no ermo

oo
longe de todos
e de mim