segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

AZUL OU CINZENTA?

Apesar de ter perdido o hábito de assobiar (Ruy), continuo levantando cedo. Hoje saí da cama exatamente às 6 horas. Para mim, as primeiras horas do dia são as melhores, quando o frescor da manhã entra casa adentro (pelas janelas abertas) e ativa nossos sentidos. 
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Mais uma vez, a segunda-feira me parece azul. Não por influência do edifício em frente ou do céu que se estende sobre a cidade (de diferentes azuis). A azulidade é uma interferência da minha psique, que imprime seu estado momentâneo à percepção visual.  
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Meu aniversário hoje motivaria um churrasco se fosse sábado ou domingo. Essa condição, todavia, não diminui minha animação. Os tópicos acima expressam um acréscimo. Algumas pessoas virão me abraçar, certamente. 
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Outro santiaguense que aniversaria neste 24 é Diogo Bonatto. 
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Da visita diária aos blogs, destaco a postagem Que fim levou o assovio (assobio)?, do Ruy Gessinger. Suas lembranças de Santa Cruz incluem a arte de assobiar, quase abandonada neste século tomado pela tecnologia. Os meninos não assobiam mais, uma vez que se encontram conectados o dia inteiro à música. 
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No Rincão dos Machado, ouço pessoas assobiando no campo ou na lavoura. A prática é menos frequente. Há 40 anos, tínhamos lá virtuoses no assobio. Mas, repetindo uma frase conhecida da literatura brasileira, "tudo passa sobre a Terra". 
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Uma das canções nativistas mais bonitas é A copla de assoviar solito, de Luiz Carlos Borges e José Fernando Gonzales. A música começa com um assobio. A letra é de uma beleza que emociona: "Meu pai um dia me fazia moço / em me levando para camperear / assobiava qualquer coisa doce / como se fosse de luz de luar."
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Desejo a todos os leitores deste blog uma segunda azul.

2 comentários:

Janice Trombini disse...

Desejo a ti Froilam, um 'azul" e feliz aniversário,muita saúde, paz, conquistas e que Deus abençõe seus dias e suas idéias e ideais! Um abraço e felicidades.Janice Trombini.

Rúbida Rosa disse...

Teus aniversários serão sempre azuis como são dias em que passo ao teu lado, os dias que juntos passamos (pelo tempo que nos transpassa). Poderemos assoviar isso, algum dia,cantando o fio tenso do lasso vento, asso (vio) do tempo.