sexta-feira, 26 de setembro de 2008

RECADO PARA UM ROQUEIRO

Pensando melhor, não perderei meu tempo precioso para responder às críticas gratuitas a mim direcionadas por um menino presunçoso, mal-educado, cujo universo léxico permite apenas formular frases do tipo "Puta merda", "mas que merda é essa", "estou cagando e andando" - e assim por diante. Espero que o curso de Letras na URI, que ele começou este ano, sirva-lhe para melhorar nesse aspecto. Seu desbocamento, é compreensível, denuncia o mundinho conturbado da adolescência que ainda o envolve culturalmente. A insolência com que se refere a mim e ao Oracy Dornelles é sintoma de algum desajuste psicológico, talvez narcisismo secundário (coisa que os pós-freudianos explicam). Há um ano e três meses, criei este blog. Poemas, comentários diversos, artigos de opinião, notícias, fotos... Fiz muitas postagens sobre Caio Fernando Abreu, sempre elevando seu nome no contexto literário contemporâneo. Desde 1980, leio e releio Caio, antes do meu crítico inconseqüente ter nascido. Agora ele vem me ensinar sobre arte, porque toca guitarra numa banda de rock. (Esse gênero musical jamais representará a arte suprema, que fez conhecido Beethoven, Mozart, Villa-Lobos, Paco de Lucía, Astor Piazzolla...). Ele chega a reduzir o Oracy ao circo de pulgas, condicionado pela grande mídia (sempre movida pelo sensacionalismo mercadológico). Quais são as regras que queremos ditar em Santiago? De minha parte, sempre quis evoluir na arte poética, desejando que meus amigos, conhecidos, alunos, conterrâneos santiaguenses também evoluíssem não apenas na escrita. A última prova disso: a comunidade Oficina Poética, recentemente criada no Orkut. Para quem mal consegue se libertar narcisisticamente, seria pedir demais para compreender a dimensão social disso. A monografia que defenderei em dezembro, como conclusão do curso de Pós, refere-se à literariedade nos blogs de Santiago. O ano que passou, ganhei o troféu "Caio Fernando Abreu", como destaque em Literatura. O livro Ponteiros de palavra me valeu um convite para participar da Academia Santa-Mariense de Letras (como membro correspondente). A poesia do Oracy, embora não falte aqueles que a critiquem gratuitamente, sem o percebimento de sua originalidade, por exemplo, já pertence ao âmbito nacional. O Caio, antes de morrer, mereceu uma única homenagem em sua terra natal: a inauguração de sua foto na galeria dos escritores no Centro Cultural. Hoje todos enchem a boca para falar da grandeza do Caio. Isso não parece demasiado "paroquialista" (para empregar um termo preferido pelo Júlio Prates)? Um paroquialismo evidente na posição que meu crítico defende na interlocução mantida com Diego Neves, uma das melhores cabeças de sua geração.

2 comentários:

Alberto Ritter disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alberto Ritter disse...

Desculpa pela invasão.
Sequer o conheço.

O fato é que li a postagem no blog do meu amigo Marcus e vim procurar seu blog.

Achei sua crítica sobre a carta do Caio de extremo mau gosto, uma das mais desnecessárias que eu já vi.

Porém, esta é só mais uma opinião inútil;
Definitivamente não vem ao caso.

Não é isso que me faz escrever aqui.



Eu escrevo em defesa do que entende por Rock and Roll.

Achei insuficientes suas idéias pra menosprezar esse movimento tão rico culturalmente e musicalmente que deveras é.
Por isso escrevi no meu blog – pois aqui não caberia - algo sobre o Rock’n’Roll, gostaria muito que lesse:

http://facadebomcorte.blogspot.com/2008/09/rock-and-roll.html